25 de setembro de 2010
9 de setembro de 2010
- Segurança do Paciente – Autor: Charles Vincent
- Hospitais e Medicamentos – Autor: Silvia Helena De Bertoli Cassiani
- Qualidade em Saúde e Indicadores como Ferramenta de Gestão – Autores: Eliseth Ribeiro Leão, Cristiane Pavanello Rodrigues Silva, Denise Cavalini Alvarenga, Silvia Helena Frota Mendonça
- Enfermagem Dia a Dia – Autor: Mavilde da Luz Gonçalves Pereira, Maria de Jesus Castro Sousa Harada(agenda Coren - SP 2010)
- Gestão de Risco e segurança Hospitalar - Autor: Liliana Feldeman
- O erro humano e a segurança de paciente - Autores: Maria de Jesus Castro Sousa Harada, Mavilde da L. G. Pedreira, Sônia Regina Pereira
- Compreendendo a segurança do paciente - Autor: Robert M. Wachter
Deixe tambem suas sugestões de livros e sites.
Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP- Pólo São Paulo
Nosso próximo encontro será no dia 16/09/2010, às 14h30, no Anfiteatro B – Térreo da UNIFESP, Rua Napoleão de Barros, nº 754 - Vila Clementino – São Paulo-SP
Previsão de duração: 2horas
Reforçando que o objetivo do NAD-REBRAENSP é:
Criar uma rede de necessidades de fortalecimento do cuidado de Enfermagem em assistência domiciliar com o objetivo de contribuir para a segurança do paciente.
Pauta da reunião:
1) Como ampliar os nossos contatos com as escolas de nível superior e de nível médio para inserir em seus currículos o preparo para assistência domiciliar (home care), nas regiões de nossa abrangência?
2) Como ampliar os contatos com os enfermeiros que atuam na área de assistência domiciliar ?
3) Como elaborar estratégias para desenvolver ferramentas adequadas que assegurem uma assistência segura ao paciente?
Contamos com a presença de todos.
Por favor nos auxiliem a divulgar e estimular os colegas a participarem da reunião fortalecendo a nossa rede em favor da segurança do paciente.
Um forte abraço e muito obrigada!
Dra Luiza Watanabe Dal Ben
5 de agosto de 2010
Práticas para a Segurança do Paciente – National Quality Forum (EUA)
Em 2003, esta instituição lançou nos EUA uma lista de pontos relacionados à Segurança do Paciente que deveriam ser o foco de trabalho das instituições em busca de uma assistência em saúde mais segura. Esta lista já havia sido atualizada em 2006 e novamente agora em 2009. Todos os pontos de trabalho descritos seguem alguns princípios em comum:
· Há fortes evidências que são práticas efetivas em reduzir a chance de se causar dano ao paciente;
· São práticas generalizáveis, isto é, podem ser aplicadas em diferentes níveis de assistência e para diferentes tipos de pacientes;
· Provavelmente têm um benefício amplo e sustentável para a Segurança do Paciente se implementadas de forma universal e sistemática;
· O conhecimento sobre elas pode ser utilizado por pacientes, profissionais de saúde, fontes pagadoras e pesquisadores.
Além disso, cada prática descrita leva em conta a freqüência do problema, sua gravidade, a possibilidade de sua prevenção e seu impacto financeiro.
São 34 focos de trabalho que se demonstraram efetivos em reduzir a ocorrência de eventos adversos na assistência em saúde. Essas práticas contemplam algumas categorias dentro dos aspectos de melhoria da Segurança do Paciente:veja mais acessando link no titulo.
22 de junho de 2010
Medicamentos de Alto Risco
Por:Lucas Santos Zambon
Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
• MEDICAMENTOS DE ALTO-RISCO: são medicamentos mais suscetíveis a causar danos para o paciente, mesmo quando utilizado como previsto. O Instituto para Prática Segura no Uso de Medicamentos (ISMP - Institute for Safety Medication Pratice) relata que, embora os erros não sejam tão comuns no uso desses medicamentos, quando eles ocorrem, o impacto no paciente pode ser bem significativo. A Joint Comission (empresa acreditadora de Hospitais dos EUA) descreve os medicamentos de alto-risco como aqueles “que têm o maior risco de causar danos quando utilizados de maneira incorreta”.
• NÚMERO DE EVENTOS: O Comitê do Institute of Medicine dos EUA (IOM) em Identificação e Prevenção de Erros de Medicação estima que pelo menos 1,5 milhões de eventos adversos evitáveis com medicamentos ocorrem por ano nos Estados Unidos.
• A análise de uma base de dados em reação adversa a medicamentos sugeriu que 3 eventos adversos representavam 50% de todos os relatórios: (1) overdose de anticoagulantes ou controle insuficiente e de ajustes (de acordo com valores dos testes laboratoriais) estavam associados com eventos hemorrágicos; (2) overdose ou falta de ajuste na interação medicamentosa de opióides estava associada com sonolência e depressão respiratória, e (3) dosagem inadequada ou controle insuficiente de insulinas estavam associados à hipoglicemia.
• CUSTOS: Com base em uma taxa de 400.000 eventos adversos com medicamentos por ano em pacientes hospitalizados, o Comitê do IOM estimou que estes eventos criaram um custo adicional aos hospitais de $3.5 bilhões de dólares (em 2006). Um estudo estimou qual o custo de uma hemorragia relacionada a anticoagulante - está entre 3.000 e 12.000 dólares.
• São descritas pelo menos 19 classes de Medicamentos com essas características de grande potencial de dano pelo ISMP. Mesmo que seja importante melhorar o gerenciamento de todos esses medicamentos, alguns deles são utilizados mais freqüentemente, e os danos causados por eles podem ser bem significantes.
• A Campanha escolheu focar em 4 grupos de medicamentos de alto-risco. —anticoagulantes, opióides, insulinas e benzodiazepínicos — porque eles têm chance de causar maiores danos e há maiores oportunidades de melhorias com essas medicações. Os tipos mais comuns de danos associados a esses medicamentos incluem hipotensão, hemorragias, hipoglicemia, delirium, letargia, e bradicardia.
19 de junho de 2010
Política de Prescrição Médica orienta ações para maior segurança do paciente
farmacêuticos e profissionais administrativos – quanto ao processo de
prescrição de medicamentos para garantir a segurança do paciente.
Acesse o link e veja entre outras orientações o que não usar nos registros em prontuários.
http://medicalsuite.einstein.br/informativos_pdf/informativo-einstein-especial-marco-2009.pdf
Protocolo de prevenção de cirurgia errada
Dicas para pacientes para prevenir a cirurgia local errado
- Você e seu médico devem concordar sobre o que exatamente será feito durante a cirurgia - peça a ele que explique a você como será feita a cirurgia, o tipo de anestesia, o local, os riscos.
- Peça para que o local cirúrgico seja demarcado com caneta. Assim se evita que cirurgia sejam realizada em membro errado, ex. cirurgia no joelho direto realizada no esquerdo.
- Tire suas dúvidas. Você deve falar se você tem preocupações. Não há problema em fazer perguntas e receber respostas que você entenda.
- Pense em você como um participante ativo da segurança e da qualidade dos cuidados de saúde. Estudos mostram que pacientes que estão ativamente envolvidos na tomada de decisões sobre seus cuidados são mais propensos a bons resultados.
- Insista para que a cirurgia seja feita em um estabelecimento com certificação de qualidade, que se preocupe com a segurança da assistência de seus pacientes.
1 de junho de 2010
Reunião do NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR- REBRAENSP - transferida para o dia 16/06/2010
REBRAENSP , será realizada no dia 16/06/2010 às 14 h 30 , na Faculdade de Enfermagem da UNIFESP.
A Segurança do Paciente nos Diferentes Segmentos da Saúde
Enfermeira Marisa Lea Cirelli Sarrubbo, habilitada em Saúde Pública pela Escola Paulista de Medicina e diretora do Serviço de Assessoria em Tecnologia e Gerente de Risco Sanitário da Instituto do Coração do Hospital das Clínicas -FMUSP, discorre sobre a segurança do cliente pautada nos avanços e fragilidades na assistência da saúde no Brasil.
Por: Vanessa Navarro http://www.nursing.com.br/article.php?a=951
Nursing - Quais são os fatores comuns aos erros dos profissionais da saúde?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - O profissionais de saúde erram por falhas no sistema de atenção a saúde; falta de cultura de notificação, devido a falta de aprendizagem; falta de análise dos eventos ocorridos; falta de recursos materiais adequados; sobrecarga dos profissionais; ausência de protocolos e rotinas operacionais implantadas; implantação lenta dos processos; falta de conhecimento técnico e habilidade; não aderência por parte do paciente aos tratamentos propostos. A atuação do profissional de enfermagem é preponderante, pois é o maior grupo profissional de atuação no cuidado direto ao paciente nas instituições de saúde. Os pontos mais importantes na atuação desta equipe são: foco no sistema ao invés de Pessoas; cultura de prevenção e identificação de erros; ações corretivas e construtivas e não punitivas e capacitação da equipe.
Nursing - Quais os principais eventos adversos relacionados à assistência de enfermagem?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - Os principais eventos adversos relacionados à assistência de enfermagem podem ser relacionados à atitude do profissional, aos procedimentos executados e aos fatores ambientais. Podemos apontar como os principais EAs: queda dos pacientes, infecção hospitalar, úlceras de pressão, erros de medicação, manipulação de cateteres, sondas e drenos, manipulação de vias aéreas, utilização incorreta de equipamentos e materiais, ambientes físicos inadequados, proporção de profissionais defasada frente ao número de pacientes e grau de complexidade no atendimento, materiais e uso de equipamentos sem o devido conhecimento, em quantidade insuficiente/obsoletos ou com comprometimento de qualidade.
Nursing - Como os avanços tecnológicos na área da saúde podem interferir na segurança do paciente?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A qualidade do cuidado e a segurança dos pacientes assume papel de relevância. A Organização Mundial da Saúde, por meio da Resolução WHA 55.18, requer que os Estados Membros voltem a sua atenção à segurança dos pacientes, que desenvolvam normas e padrões globais, que promovam um quadro de políticas baseadas em evidências e mecanismos para reconhecer a excelência na segurança do paciente internacionalmente, e que encorajem a pesquisa. Ainda, nesta resolução, informa que o problema não é novo e que, embora os sistemas de saúde difiram de um país para outro, as ameaças à segurança do paciente têm causas e soluções frequentemente similares. Informa também que a situação dos países em desenvolvimento e daqueles em fase de transição econômica merecem atenção particular por vários motivos: qualidade das tecnologias, abastecimento, desempenho ruim de pessoal devido à falta de motivação, habilidades técnicas insuficientes e falta de financiamento dos custos operacionais essenciais dos serviços de saúde. Havendo, portanto, probabilidade dos eventos adversos serem muito maiores em detrimento das nações industrializadas. A incorporação tecnológica é necessária para o controle dos processos e execução de procedimentos assistenciais. A tecnologia deve ser de fácil manejo, apresentar segurança nos procedimentos e garantir a execução das ações corretas, dificultando as ações erradas, facilitando a identificação de respostas e a rastreabilidade das informações, oportunizando uma base de dados para a melhoria contínua dos processos.
Nursing - Que postura o profissional de enfermagem deve ter para amenizar e/ou excluir tais fragilidades?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A erradicação do erro é tarefa complexa, uma vez que “Errar é humano”, todavia, não podemos economizar esforços para manter os níveis de ocorrência de EA próximo de zero, desenvolvendo ações que possam prevê-los e estabelecer medidas para evita-los. As causas dos erros são multifatoriais decorrendo de fatores isolados ou combinados entre si, podendo advir do próprio paciente, dos processos executados ou dos produtos utilizados. Podemos abranger o termo “produtos” incorporando todos os recursos materiais, como medicamentos, produtos descartáveis, equipamentos, estrutura física, etc. O controle e a prevenção do erro deve ter caráter formador e nunca dever ser visto como um processo persecutório. Certamente que não devem ser eliminadas a responsabilidades técnicas, éticas e legais dos envolvidos, porém todas as ocorrências devem ser utilizadas como oportunidades para análise crítica investigativa, revisão dos processos e produtos e tomada de decisões para eliminação ou redução do erro.
Nursing - Quais são os principais fatores que proporcionam o sucesso da atenção à saúde?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A primeira forma de eliminar o erro é desenvolver a cultura da sua prevenção, por meio do conhecimento das circunstancias, dos processos e dos produtos que levam ao erro. Algumas ações básicas para melhoria da segurança:• utilizar check-lists/protocolos padronizados;• melhorar a qualidade dos registros em prontuário e os mecanismos de informação;• padronizar procedimentos e condutas;• participar de iniciativas de processos de melhoria;• incluir o paciente e seus familiares na confirmação de dados; • desenvolver uma cultura de segurança.A adoção das Metas Internacionais para Segurança do Paciente podem ser também uma das estratégias implantadas pela instituição para o sucesso do programa de Segurança do paciente. São elas:- identificar os pacientes corretamente;- melhorar a comunicação efetiva (prescrições/exames diagnósticos);- melhorar a segurança para medicamentos de risco;- eliminar cirurgias em membros ou pacientes errados;- reduzir o risco de adquirir infecções;- reduzir o risco de lesões decorrentes de quedas.
Nursing - Qual é a contribuição dos programas de acreditação em relação a redução dos eventos adversos?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - Acreditamos que os fatores organizacionais afetam a segurança do paciente. Dois mecanismos adquirem importância como catalisadores da segurança do paciente na atualidade: a acreditação e a regulação pública. Ambos se dirigem primordialmente à forma como os cuidados devem ser prestados aos pacientes nas organizações de saúde. A acreditação, como uma avaliação externa baseada em padrões previamente estabelecidos e com caráter voluntário; enquanto a regulação, como um instrumento de exigência governamental com força compulsória.Presume-se que as organizações de saúde com certificado de acreditação sejam mais seguras, ou que pelo menos, encontram-se mais preparadas para identificar, com maior presteza, falhas e incidentes e, deste modo, abordarem estes eventos de forma produtiva. Podemos apontar como benefícios dos programas de acreditação em relação a redução dos eventos adversos: segurança para os pacientes, familiares e público em geral; sistematização das atividades da assistência; serviços prestados de maneira confiável, a partir de um padrão de qualidade previsível e homogêneo; caminho para a melhoria contínua; uso de ferramentas da qualidade universalmente aceitas e recomendadas; construção, adequação e padronização de processos; monitoramento assistencial e administrativo; sistematização e aprimoramento do cuidado; melhoria das informações compartilhadas, dos registros, da qualificação do corpo de colaboradores, do relacionamento com as diversas equipes no cuidado do paciente e na gestão do ambiente; comprometimento do paciente e familiares na assistência; implantação da cultura da qualidade.
Nursing - Qual é a funcionalidade do projeto Hospitais Sentinela, criado pela Anvisa no ano de 2000?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - O “Projeto Hospitais Sentinela” é uma iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), onde estão instaladas as Gerências de Risco sanitário Hospitalar, que visa manter uma rede de informações sobre os materiais médico hospitalares, medicamentos, sangue e seus componentes e os saneantes utilizados, entre os hospitais que compõe a rede no território brasileiro. O objetivo principal é garantir a segurança na utilização dos produtos, manter e promover a qualidade dos mesmos, por meio da formação de uma rede de informações que se cruzam e se auto alimentam, de forma padronizada e sistematizada. A “Gerência de Risco Sanitário Hospitalar” é um grupo de profissionais que realiza o acompanhamento destes materiais utilizados nos hospitais, no período de “pós-comercialização”, ou seja, como se comportam os materiais já adquiridos na sua utilização diária no hospital. Basicamente, são os seguintes grupos de produtos para a saúde: medicamentos, equipamentos médicos, materiais e artigos descartáveis, implantáveis e de apoio médico hospitalar, kits e reagentes de laboratórios, produtos saneantes de uso hospitalar, sangue e seus componentes.
Nursing - Quais são os efeitos produtivos proporcionados por tal programa?
Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A rede sentinela reúne a excelência em assistência, ensino e a pesquisa no país sendo importante observatório para práticas e tecnologias em saúde. O projeto incentiva o aprendizado por meio da troca de experiências, fomentando transformações pró-segurança do paciente e profissionais da saúde, no processo de trabalho e utilização de tecnologias em hospitais. Podemos apontar como resultados obtidos deste projeto: implantação de gerências de risco; notificações de eventos adversos e queixas técnicas no sistema NOTEVISA, em rede nacional com a ANVISA e tidos os participantes da rede, além das VISAS municipais e estaduais; formação de grupos de trabalho em áreas novas/críticas; propostas para reformulação de regulamentos e normas institucionais; medidas sanitárias geradas a partir das notificações da rede; implantação e acompanhamento de planos de melhoria em áreas estratégicas nos hospitais; incentivo à pesquisa em serviços da rede; planejamento estratégico; reforço e articulação de áreas de apoio à assistência; aquisições mais racionais; qualificação do atendimento dos fornecedores às queixas do hospital quanto à qualidade de produtos; integração à rede de hospitais sentinela; aporte de notificações para a regularização de mercado, estatísticas e indicadores; aumento do controle da qualidade dos produtos para a saúde comercializados no mercado nacional; campo de observação para reforço de sinal de eventos adversos com produtos; revisão e criação de legislações específicas; construção de fluxos e de rotinas de trabalho nos órgãos reguladores e regulados, entre áreas de registro, pós-comercialização e fiscalização de produtos e empresas; campo de estudo para avaliação de novas tecnologias em saúde; e visão ampliada de risco que inclui o usuário.
e-mail: marisa.cirelli@incor.usp.br
A Segurança do Paciente nos Diferentes Segmentos da Saúde
A enfermeira Marisa Lea Cirelli Sarrubbo, habilitada em Saúde Pública pela Escola Paulista de Medicina e diretora do Serviço de Assessoria em Tecnologia e Gerente de Risco Sanitário da Instituto do Coração do Hospital das Clínicas -FMUSP, discorre sobre a segurança do cliente pautada nos avanços e fragilidades na assistência da saúde no Brasil.
Por: Vanessa Navarro Nursing - Quais são os fatores comuns aos erros dos profissionais da saúde?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - O profissionais de saúde erram por falhas no sistema de atenção a saúde; falta de cultura de notificação, devido a falta de aprendizagem; falta de análise dos eventos ocorridos; falta de recursos materiais adequados; sobrecarga dos profissionais; ausência de protocolos e rotinas operacionais implantadas; implantação lenta dos processos; falta de conhecimento técnico e habilidade; não aderência por parte do paciente aos tratamentos propostos. A atuação do profissional de enfermagem é preponderante, pois é o maior grupo profissional de atuação no cuidado direto ao paciente nas instituições de saúde. Os pontos mais importantes na atuação desta equipe são: foco no sistema ao invés de Pessoas; cultura de prevenção e identificação de erros; ações corretivas e construtivas e não punitivas e capacitação da equipe. Nursing - Quais os principais eventos adversos relacionados à assistência de enfermagem?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - Os principais eventos adversos relacionados à assistência de enfermagem podem ser relacionados à atitude do profissional, aos procedimentos executados e aos fatores ambientais. Podemos apontar como os principais EAs: queda dos pacientes, infecção hospitalar, úlceras de pressão, erros de medicação, manipulação de cateteres, sondas e drenos, manipulação de vias aéreas, utilização incorreta de equipamentos e materiais, ambientes físicos inadequados, proporção de profissionais defasada frente ao número de pacientes e grau de complexidade no atendimento, materiais e uso de equipamentos sem o devido conhecimento, em quantidade insuficiente/obsoletos ou com comprometimento de qualidade.Nursing - Como os avanços tecnológicos na área da saúde podem interferir na segurança do paciente?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A qualidade do cuidado e a segurança dos pacientes assume papel de relevância. A Organização Mundial da Saúde, por meio da Resolução WHA 55.18, requer que os Estados Membros voltem a sua atenção à segurança dos pacientes, que desenvolvam normas e padrões globais, que promovam um quadro de políticas baseadas em evidências e mecanismos para reconhecer a excelência na segurança do paciente internacionalmente, e que encorajem a pesquisa. Ainda, nesta resolução, informa que o problema não é novo e que, embora os sistemas de saúde difiram de um país para outro, as ameaças à segurança do paciente têm causas e soluções frequentemente similares. Informa também que a situação dos países em desenvolvimento e daqueles em fase de transição econômica merecem atenção particular por vários motivos: qualidade das tecnologias, abastecimento, desempenho ruim de pessoal devido à falta de motivação, habilidades técnicas insuficientes e falta de financiamento dos custos operacionais essenciais dos serviços de saúde. Havendo, portanto, probabilidade dos eventos adversos serem muito maiores em detrimento das nações industrializadas. A incorporação tecnológica é necessária para o controle dos processos e execução de procedimentos assistenciais. A tecnologia deve ser de fácil manejo, apresentar segurança nos procedimentos e garantir a execução das ações corretas, dificultando as ações erradas, facilitando a identificação de respostas e a rastreabilidade das informações, oportunizando uma base de dados para a melhoria contínua dos processos. Nursing - Que postura o profissional de enfermagem deve ter para amenizar e/ou excluir tais fragilidades?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A erradicação do erro é tarefa complexa, uma vez que “Errar é humano”, todavia, não podemos economizar esforços para manter os níveis de ocorrência de EA próximo de zero, desenvolvendo ações que possam prevê-los e estabelecer medidas para evita-los. As causas dos erros são multifatoriais decorrendo de fatores isolados ou combinados entre si, podendo advir do próprio paciente, dos processos executados ou dos produtos utilizados. Podemos abranger o termo “produtos” incorporando todos os recursos materiais, como medicamentos, produtos descartáveis, equipamentos, estrutura física, etc. O controle e a prevenção do erro deve ter caráter formador e nunca dever ser visto como um processo persecutório. Certamente que não devem ser eliminadas a responsabilidades técnicas, éticas e legais dos envolvidos, porém todas as ocorrências devem ser utilizadas como oportunidades para análise crítica investigativa, revisão dos processos e produtos e tomada de decisões para eliminação ou redução do erro.Nursing - Quais são os principais fatores que proporcionam o sucesso da atenção à saúde?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A primeira forma de eliminar o erro é desenvolver a cultura da sua prevenção, por meio do conhecimento das circunstancias, dos processos e dos produtos que levam ao erro. Algumas ações básicas para melhoria da segurança:• utilizar check-lists/protocolos padronizados;• melhorar a qualidade dos registros em prontuário e os mecanismos de informação;• padronizar procedimentos e condutas;• participar de iniciativas de processos de melhoria;• incluir o paciente e seus familiares na confirmação de dados; • desenvolver uma cultura de segurança.A adoção das Metas Internacionais para Segurança do Paciente podem ser também uma das estratégias implantadas pela instituição para o sucesso do programa de Segurança do paciente. São elas:- identificar os pacientes corretamente;- melhorar a comunicação efetiva (prescrições/exames diagnósticos);- melhorar a segurança para medicamentos de risco;- eliminar cirurgias em membros ou pacientes errados;- reduzir o risco de adquirir infecções;- reduzir o risco de lesões decorrentes de quedas.Nursing - Qual é a contribuição dos programas de acreditação em relação a redução dos eventos adversos?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - Acreditamos que os fatores organizacionais afetam a segurança do paciente. Dois mecanismos adquirem importância como catalisadores da segurança do paciente na atualidade: a acreditação e a regulação pública. Ambos se dirigem primordialmente à forma como os cuidados devem ser prestados aos pacientes nas organizações de saúde. A acreditação, como uma avaliação externa baseada em padrões previamente estabelecidos e com caráter voluntário; enquanto a regulação, como um instrumento de exigência governamental com força compulsória.Presume-se que as organizações de saúde com certificado de acreditação sejam mais seguras, ou que pelo menos, encontram-se mais preparadas para identificar, com maior presteza, falhas e incidentes e, deste modo, abordarem estes eventos de forma produtiva. Podemos apontar como benefícios dos programas de acreditação em relação a redução dos eventos adversos: segurança para os pacientes, familiares e público em geral; sistematização das atividades da assistência; serviços prestados de maneira confiável, a partir de um padrão de qualidade previsível e homogêneo; caminho para a melhoria contínua; uso de ferramentas da qualidade universalmente aceitas e recomendadas; construção, adequação e padronização de processos; monitoramento assistencial e administrativo; sistematização e aprimoramento do cuidado; melhoria das informações compartilhadas, dos registros, da qualificação do corpo de colaboradores, do relacionamento com as diversas equipes no cuidado do paciente e na gestão do ambiente; comprometimento do paciente e familiares na assistência; implantação da cultura da qualidade. Nursing - Qual é a funcionalidade do projeto Hospitais Sentinela, criado pela Anvisa no ano de 2000? Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - O “Projeto Hospitais Sentinela” é uma iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), onde estão instaladas as Gerências de Risco sanitário Hospitalar, que visa manter uma rede de informações sobre os materiais médico hospitalares, medicamentos, sangue e seus componentes e os saneantes utilizados, entre os hospitais que compõe a rede no território brasileiro. O objetivo principal é garantir a segurança na utilização dos produtos, manter e promover a qualidade dos mesmos, por meio da formação de uma rede de informações que se cruzam e se auto alimentam, de forma padronizada e sistematizada. A “Gerência de Risco Sanitário Hospitalar” é um grupo de profissionais que realiza o acompanhamento destes materiais utilizados nos hospitais, no período de “pós-comercialização”, ou seja, como se comportam os materiais já adquiridos na sua utilização diária no hospital. Basicamente, são os seguintes grupos de produtos para a saúde: medicamentos, equipamentos médicos, materiais e artigos descartáveis, implantáveis e de apoio médico hospitalar, kits e reagentes de laboratórios, produtos saneantes de uso hospitalar, sangue e seus componentes.Nursing - Quais são os efeitos produtivos proporcionados por tal programa?Marisa Lea Cirelli Sarrubbo - A rede sentinela reúne a excelência em assistência, ensino e a pesquisa no país sendo importante observatório para práticas e tecnologias em saúde. O projeto incentiva o aprendizado por meio da troca de experiências, fomentando transformações pró-segurança do paciente e profissionais da saúde, no processo de trabalho e utilização de tecnologias em hospitais. Podemos apontar como resultados obtidos deste projeto: implantação de gerências de risco; notificações de eventos adversos e queixas técnicas no sistema NOTEVISA, em rede nacional com a ANVISA e tidos os participantes da rede, além das VISAS municipais e estaduais; formação de grupos de trabalho em áreas novas/críticas; propostas para reformulação de regulamentos e normas institucionais; medidas sanitárias geradas a partir das notificações da rede; implantação e acompanhamento de planos de melhoria em áreas estratégicas nos hospitais; incentivo à pesquisa em serviços da rede; planejamento estratégico; reforço e articulação de áreas de apoio à assistência; aquisições mais racionais; qualificação do atendimento dos fornecedores às queixas do hospital quanto à qualidade de produtos; integração à rede de hospitais sentinela; aporte de notificações para a regularização de mercado, estatísticas e indicadores; aumento do controle da qualidade dos produtos para a saúde comercializados no mercado nacional; campo de observação para reforço de sinal de eventos adversos com produtos; revisão e criação de legislações específicas; construção de fluxos e de rotinas de trabalho nos órgãos reguladores e regulados, entre áreas de registro, pós-comercialização e fiscalização de produtos e empresas; campo de estudo para avaliação de novas tecnologias em saúde; e visão ampliada de risco que inclui o usuário.e-mail: marisa.cirelli@incor.usp.br
19 de maio de 2010
Próxima reunião do NUCLEO DE ASSISTENCIA DOMICILIAR – POLO SÃO PAULO
Previsão de duração: 2horas.
Teremos apresentação do trabalho de conclusão de mestrado com o título de :
“Satisfação do Usuário sobre a Assistência de Enfermagem Domiciliar “ – Enfª Mestre Maria Daniela Fonseca Pinto- empresa Projeto Home Care, sob orientação da Prof Dra Laís Helena R.O. Franco (UNIFESP).
7 de maio de 2010
Dar mais autonomia à enfermagem reduz taxa de erro, defende medico dos estados unidos. .
Pacientes morrem de ‘hierarquia’ nos hospitais dos EUA, critica médico especialista Peter Pronovost que trabalha em segurança hospitalar.
Claudia Dreifus 'New York Times'
Peter Pronovost é diretor medico do Grupo de Pesquisa de Qualidade e Segurança do Hospital John Hopkins (Foto: Chris Hartlove/The New York Times)
A palavra 'erro' nunca foi pronunciada, mas estava implícita. A medicina tem de ser melhor que isso"
Peter Pronovost, 45 anos de idade, é diretor medico do Grupo de Pesquisa de Qualidade e Segurança do Hospital John Hopkins em Baltimore (EUA), o que significa que ele lidera a busca daquela instituição por formas mais seguras de cuidar dos pacientes. Ele também viaja pelo país, prestando consultoria em hospitais sobre medidas inovadoras de segurança.
NYT - O que o fez começar sua cruzada pela segurança hospitalar?
Peter Pronovost - Meu pai morreu de câncer aos 50 anos. Ele tinha um linfoma, mas tinha recebido o diagnóstico de leucemia. Quando era estudante de medicina do primeiro ano aqui na John Hopkins, levei meu pai a um de nossos especialistas para uma segunda opinião. O especialista disse: “Se você tivesse vindo antes, seria elegível para um transplante de medula óssea, mas o câncer já está muito avançado.”
Tivemos uma criança que morreu de desidratação, uma doença do terceiro mundo, num dos melhores hospitais do mundo"
A palavra “erro” nunca foi pronunciada, mas estava implícita. Fiquei arrasado, com raiva dos clínicos e de mim mesmo. Eu pensava: “A medicina tem de ser melhor que isso.”
Alguns anos depois, quando eu já era médico, depois de obter um doutorado em segurança hospitalar, conheci Sorrel King, cuja filha de 18 meses, Josie, tinha morrido no Hopkins de infecção e desidratação após a inserção de um cateter.
Infecções hospitalares não são como uma doença sem cura"
A mãe e os enfermeiros tinham percebido que a menininha estava com problemas. Mas alguns médicos encarregados de seus cuidados não ouviam. Então, tivemos uma criança que morreu de desidratação, uma doença do terceiro mundo, num dos melhores hospitais do mundo. Muitas pessoas aqui ficaram atormentadas com isso. E a autocrítica que se seguiu fez com que fosse possível para mim realizar novas pesquisas sobre segurança e pressionar por mudanças.
NYT - O que exatamente havia de errado?
Peter Pronovost - Assim como em muitos hospitais, tivemos um trabalho em equipe disfuncional por causa de uma cultura excessivamente hierárquica. Quando as confrontações ocorriam, o problema raramente era enquadrado de forma a buscar o melhor para o paciente. Era assim: “Eu estou certo. Sou mais experiente que você. Não me diga o que fazer.” Com a causa da morte de Josie King (infecção após inserção de cateter), nossos índices eram altíssimos: cerca de 11 em mil, o que, na época, nos colocava entre os piores 10% do país.
Quando as confrontações ocorriam, o problema raramente era enquadrado de forma a buscar o melhor para o paciente. Era assim: 'Sou mais experiente que você. Não me diga o que fazer'"
Cateteres são inseridos nas veias próximas do coração antes de grandes cirurgias, na UTI, para quimioterapia e diálise. O Centro de Controle de Doenças calcula que 31 mil pessoas por ano morrem de infecções no sangue contraídas em hospitais dessa forma. Então eu pensei: “Isso pode ser impedido. Infecções hospitalares não são como uma doença sem cura. Vamos tentar fazer um check list que padronize o que os clínicos fazem antes do cateterismo.”
Eu achava que, se pegássemos as medidas de segurança mais importantes e encontrássemos alguma forma de torná-las uma rotina, o cenário poderia ser alterado. O check list que desenvolvemos foi simples: lavar as mãos, limpar a pele com chlorhexidina, evitar colocar cateteres na virilha, cobrir o paciente e a si mesmo enquanto insere o cateter, manter um campo esterilizado, e se perguntar todos os dias se os benefícios do cateterismo são maiores que os riscos.
NYT - Lavar as mãos? Os médicos não já fazem isso automaticamente?
Peter Pronovost - Estimativas nacionais dão conta de que nós lavamos as mãos de 30% a 40% das vezes. Em hospitais que estão trabalhando para melhorar seu desempenho de segurança, o número chega a 70%. Mas isso significa que, em 30% das vezes, os profissionais não estão lavando as mãos.
Na média dos EUA, os médicos lavam as mãos no trabalho de 30% a 40% das vezes
No Hopkins, testamos a ideia do check list na unidade de tratamento intensivo cirúrgico. Ajudou, embora ainda seja necessário fazer mais para diminuir os índices de infecção. Precisamos garantir que os suprimentos – desinfetante, panos, cateteres – estejam próximos e à mão.
Dissemos: 'Enfermeiros, vocês devem garantir que os médicos lavem as mãos. Se eles não lavarem, vocês estão autorizados a interromper o procedimento'"
Observamos que esses itens eram armazenados em oito lugares diferentes dentro do hospital; por isso, nas emergências, as pessoas muitas vezes “pulavam” passos. Assim, reunimos todo o material necessário e o colocamos juntos num carrinho acessível. Designamos uma pessoa para ficar responsável pelo carrinho e sempre garantir que ele esteja abastecido. Também instituímos supervisores para garantir que o check list estava sendo seguido.
Dissemos: “Médicos, sabemos que vocês são pessoas ocupadas e às vezes se esquecem de lavar as mãos. Então, enfermeiros, vocês devem garantir que os médicos o façam. Se eles não o fizerem, vocês estão autorizados a interromper o início de um procedimento.”
NYT - E o que aconteceu?
Peter Pronovost - Você ia achar que eu tinha começado a Terceira Guerra Mundial! Os enfermeiros disseram que não era parte do trabalho deles monitorar os médicos; os médicos disseram que nenhum enfermeiro interromperia o início de um procedimento. Eu disse: “Médicos, sabemos que não somos perfeitos e que podemos esquecer importantes medidas de segurança. Enfermeiros, como vocês podem permitir que um médico comece sem ter lavado as mãos?”
Disse aos enfermeiros que eles poderiam me mandar mensagem de celular de dia ou de noite, que eu os apoiaria. Em quatro anos conseguimos reduzir os níveis de infecção a quase zero na UTI.
Então, levamos isso a 100 UTIs de 70 hospitais de Michigan. Medimos suas taxas de infecção, implementamos o check list, trabalhamos para obter uma cultura de mais cooperação, para que os enfermeiros pudessem falar. De novo, reduzimos as taxas a quase zero. Estamos motivando hospitais de todo o país a implementar sistemas de check list similares.
NYT - Você sustenta que os hospitais podem reduzir taxas de erro ao dar mais autonomia aos enfermeiros. Por quê?
Peter Pronovost - Porque, em todos os hospitais dos Estados Unidos, pacientes morrem de hierarquia. Pela forma como os médicos são treinados, o domínio experimental é visto como ameaçador e pouco importante. Mas uma enfermeira ou membro da família pode estar com um paciente 12 horas por dia, enquanto um médico só aparece por cinco minutos.
Uma enfermeira pode estar com um paciente 12 horas por dia, enquanto um médico só aparece por cinco minutos"
Quando comecei a trabalhar nisso, observei as alegações de responsabilidade de eventos que poderiam ter matado um paciente ou que realmente mataram, em vários hospitais – incluindo o Hopkins. Eu perguntei: “Em quantos desses eventos alguém sabia que algo estava errado e não falou, ou falou e não foi ouvido?”
Até mesmo eu, médico, já passei por isso. Uma vez, durante uma cirurgia, estava administrando anestesia e podia ver que o paciente estava desenvolvendo os sinais clássicos de uma reação alérgica com risco de morte.
Disse ao cirurgião: “Acho que isso é alergia a látex, por favor, mude as luvas.” “Não é”, ele disparou, recusando-se a fazê-lo. Então eu disse: “Me ajude a entender como você está enxergando a situação. Se eu estiver errado, eu só vou estar errado. Mas, se você estiver errado, você vai matar o paciente.” Eu não poderia deixar o paciente morrer porque o cirurgião e eu não estávamos nos entendendo.
Pedi à instrumentista que telefonasse para o reitor da faculdade de medicina, que eu sabia que me apoiaria. Quando ela estava prestes a telefonar, o cirurgião me xingou e finalmente tirou as luvas de látex.
NYT - O que os pacientes podem fazer para se proteger de erros em hospitais?
Peter Pronovost - Eu diria que um paciente pode fazer a seguinte pergunta: “Qual a taxa de infecção do hospital?” Se esse número for alto ou o hospital disser que não sabe, você deve sair correndo. Em qualquer caso, você também deve perguntar se eles usam um sistema de check list.
Quando você já for paciente internado do hospital, pergunte: “Será que eu realmente preciso desse cateter? Estou recebendo benefícios o suficiente para compensar os riscos?” A qualquer pessoa que lhe tocar, pergunte: “Você lavou as mãos?” Parece tolice, mas você tem de ser seu próprio protetor.
* A editora americana Hudson Street Press lançou recentemente o livro “Safe Patients, Smart Hospitals: How One Doctor’s Checklist Can Help Us Change Health Care from the Inside Out”, escrito por Peter Pronovost e Eric Vohr.
Tradução de Gabriela d’Ávila
