4 de dezembro de 2011
pesquisa sobre higienização das mãos, vinculada ao Programa de Pós-Graduação da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo.
Prezado membro da Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP),
Convidamos Vossa Senhoria a participar de pesquisa sobre higienização das mãos, vinculada ao Programa de Pós-Graduação da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo.
As informações e instruções de preenchimento estão no questionário.
Link da pesquisa:
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDFFLUQtSkphSnp4eW41eTFWd0Jvc3c6MQ
Estamos à disposição para os esclarecimentos necessários.
Atenciosamente,
Aline Belela Anacleto
Doutoranda – Unifesp
Dra. Maria Angélica S. Peterlini
Professora Adjunto Unifesp e Co-orientadora da pesquisa
Dra. Mavilde L. G. Pedreira
Professora Associada Unifesp e Orientadora da pesquisa
24 de novembro de 2011
Reunião Nacional da Rebraensp - 29/11/2011
Caros (as) colegas,
A VII Reunião Nacional da REBRAENSP – será realizada no dia 29/11/2011 das 9h às 18h no Teatro Marcos Lindenberg - UNIFESP
Rua Botucatu, 862 – 2º andar – Vila Clementino- São Paulo
As inscrições devem ser realizadas enviando um e-mail ao coordenador do Núcleo que você pertence.
Caso ainda não pertença a nenhum grupo e tenha interesse em participar de nossa rede, por favor encaminhe um e-mail manifestando o seu interesse em fazer parte da rede, para maria.angelica@unifesp.br ou para luiza@dalben.com.br, para enviarmos a ficha a ser preenchida.
As inscrições são isenta de custos.
Contamos com a divulgação do evento aos profissionais de vossas instituições.
Aguardo a inscrição de todos, vamos trocar experiências e avançar em nossas discussões.
Um forte abraço,
Luiza Watanabe Dal Ben
Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP-POLO SÃO PAULO
luiza@dalben.com.br
Pauta Reunião Nacional Rebraensp 29/11/2011
9h
Abertura e informes gerais
Prof Dra Silvia Helena de Bertoli Cassini - Coordenadora da REBRAENSP
9h15
Relatório da Reunião do Grupo de Trabalho sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde,realizado no dia 31/0/2011,em Brasília- DF
Prof Dra Maria de Jesus Harada
9h45
Palestra- “Ethics and Patient Care”
Ann Gallagher – University of Surrey - Inglaterra
10h30
Coffe Break
11h15
Discussão com a Prof Ann Gallagher
12h15
almoço
13h30
Apresentação dos Pólos (10 min para cada Polo)
15h30
Coffee Break
16h
Discussão Plano de Trabalho 2012
17h
Encerramento
A VII Reunião Nacional da REBRAENSP – será realizada no dia 29/11/2011 das 9h às 18h no Teatro Marcos Lindenberg - UNIFESP
Rua Botucatu, 862 – 2º andar – Vila Clementino- São Paulo
As inscrições devem ser realizadas enviando um e-mail ao coordenador do Núcleo que você pertence.
Caso ainda não pertença a nenhum grupo e tenha interesse em participar de nossa rede, por favor encaminhe um e-mail manifestando o seu interesse em fazer parte da rede, para maria.angelica@unifesp.br ou para luiza@dalben.com.br, para enviarmos a ficha a ser preenchida.
As inscrições são isenta de custos.
Contamos com a divulgação do evento aos profissionais de vossas instituições.
Aguardo a inscrição de todos, vamos trocar experiências e avançar em nossas discussões.
Um forte abraço,
Luiza Watanabe Dal Ben
Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP-POLO SÃO PAULO
luiza@dalben.com.br
Pauta Reunião Nacional Rebraensp 29/11/2011
9h
Abertura e informes gerais
Prof Dra Silvia Helena de Bertoli Cassini - Coordenadora da REBRAENSP
9h15
Relatório da Reunião do Grupo de Trabalho sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde,realizado no dia 31/0/2011,em Brasília- DF
Prof Dra Maria de Jesus Harada
9h45
Palestra- “Ethics and Patient Care”
Ann Gallagher – University of Surrey - Inglaterra
10h30
Coffe Break
11h15
Discussão com a Prof Ann Gallagher
12h15
almoço
13h30
Apresentação dos Pólos (10 min para cada Polo)
15h30
Coffee Break
16h
Discussão Plano de Trabalho 2012
17h
Encerramento
16 de setembro de 2011
reunião do NUCLEO DE ASSISTENCIA DOMICILIAR – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO
Prezados(as) senhores (as)
A próxima reunião do NUCLEO DE ASSISTENCIA DOMICILIAR – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO, vinculado a rede das Américas, OPS/OMS será como combinamos, na terceira quarta-feira do mês.
Data: 21de setembro de 2011 – quarta-feira
Horário: 9h às 12h
Local: Alameda Santos, 211- térreo – altura da Rua Teixeira da Silva e Rua Leôncio de Carvalho, próximo à estação Brigadeiro do Metrô.
Programação
8h30 – Welcome coffe
9h – Abertura – Prof Maria Angélica Peterlini – Coordenadora da REBRAENSP – Polo São Paulo
9h -11h45 Mesa Redonda:
Como identificar os riscos na transferência do paciente do Hospital para a Assistência Domiciliar com enfoque na dinâmica da família?
Moderadora: Luiza Dal Ben – Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP- Polo São Paulo
Debatedores:
Dr. André Seabra Carvalho Miranda - MM Advogados
Katia Midori Komegae - DPS – Departamento de Promoção à Saúde - ABET
Prof Dra Maria Angélica Peterlini – UNIFESP - Coordenadora da REBRAENSP- Polo São Paulo
Rita Kaluf – Coordenadora Adjunta do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP – Pólo São Paulo
Palestrantes:
Avaliação da condição social – AS Lúcia Helena Rossetti De Biasi - DPS – Departamento de Promoção à Saúde – ABET
Avaliação da necessidade de horas diárias de assistência de enfermagem com a utilização de genograma e ecomapa - Enf Denise Canesin Ribeiro Melloni- Dal Ben Home Care
Avaliação do perfil dos auxiliares e técnicos de enfermagem que atuam em assistência domiciliar – conclusão de TCC – MBA- UNIFESP – Enf Suzan Ozis
Experiência do NADI – HCFMUSP - Enf Deise Silva
Aspectos jurídicos – Dr Rodrigo Vedana – MM Advogados
Logística em Home Care - Jedson Brandão – Lumiar Health Care
11h45 – 12h10 – Literatura e sugestões de artigos sobre a segurança do paciente em ambiente domiciliar. Larissa Kozloff Naves – Coordenadora Adjunta do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP – Polo São Paulo
12h15 – Encerramento
A próxima reunião do NUCLEO DE ASSISTENCIA DOMICILIAR – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO, vinculado a rede das Américas, OPS/OMS será como combinamos, na terceira quarta-feira do mês.
Data: 21de setembro de 2011 – quarta-feira
Horário: 9h às 12h
Local: Alameda Santos, 211- térreo – altura da Rua Teixeira da Silva e Rua Leôncio de Carvalho, próximo à estação Brigadeiro do Metrô.
Programação
8h30 – Welcome coffe
9h – Abertura – Prof Maria Angélica Peterlini – Coordenadora da REBRAENSP – Polo São Paulo
9h -11h45 Mesa Redonda:
Como identificar os riscos na transferência do paciente do Hospital para a Assistência Domiciliar com enfoque na dinâmica da família?
Moderadora: Luiza Dal Ben – Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP- Polo São Paulo
Debatedores:
Dr. André Seabra Carvalho Miranda - MM Advogados
Katia Midori Komegae - DPS – Departamento de Promoção à Saúde - ABET
Prof Dra Maria Angélica Peterlini – UNIFESP - Coordenadora da REBRAENSP- Polo São Paulo
Rita Kaluf – Coordenadora Adjunta do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP – Pólo São Paulo
Palestrantes:
Avaliação da condição social – AS Lúcia Helena Rossetti De Biasi - DPS – Departamento de Promoção à Saúde – ABET
Avaliação da necessidade de horas diárias de assistência de enfermagem com a utilização de genograma e ecomapa - Enf Denise Canesin Ribeiro Melloni- Dal Ben Home Care
Avaliação do perfil dos auxiliares e técnicos de enfermagem que atuam em assistência domiciliar – conclusão de TCC – MBA- UNIFESP – Enf Suzan Ozis
Experiência do NADI – HCFMUSP - Enf Deise Silva
Aspectos jurídicos – Dr Rodrigo Vedana – MM Advogados
Logística em Home Care - Jedson Brandão – Lumiar Health Care
11h45 – 12h10 – Literatura e sugestões de artigos sobre a segurança do paciente em ambiente domiciliar. Larissa Kozloff Naves – Coordenadora Adjunta do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP – Polo São Paulo
12h15 – Encerramento
13 de julho de 2011
São Paulo, 12 de julho de 2011.
Prezado (a) Senhor (a)
A segurança do paciente nos serviços de saúde tem sido uma preocupação mundial, por isso o Núcleo de Assistência Domiciliar da REBRAENSP – POLO SÃO Paulo , convida a todos para uma discussão multiprofissional sobre como transformar nossa prática profissional em uma assistência segura.
A participação de todos os membros,tem sido muito profícua em nossas reuniões para ampliar as discussões sobre o tema segurança do paciente , dos profissionais e familiares , além de divulgarmos os objetivos da REBRAENSP.
Contamos com a sua presença e o seu apoio .
Agradecemos ,
Dra Luiza W Dal Ben
Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP – Polo são Paulo
Rita Kaluf
Vice – Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP –Polo São Paulo
Prof Dra Maria Angélica Peterlini
Coordenadora da REBRAENSP – Polo São Paulo
PROGRAMAÇÃO:
DATA: 27/07/2011
HORARIO: 9h as 12h
LOCAL: UNIFES - Napoleão de Barros 754 - Anfiteatro da Escola de Enfermagem
9- 9h30 - Apresentação da participação do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP Polo São Paulo - reunião da REBRAENSP realizada dia 27/06/11 – Salvador- BA. – apresentação: Luiza W Dal Ben
9h30 – 11h - Mesa Redonda: Segurança em Assistência domiciliar – Quais os riscos?
Apresentação das metas mundiais de segurança do paciente – apresentação Rita Kaluf
Como eu faço – experiência da empresa - PRONEP – SP – acreditada internacional em qualidade
Votação sobre as metas que serão trabalhadas pelo Núcleo de Assistência Domiciliar - REBRAENSP – Polo São Paulo
11h – 11h45 Oficina de trabalho - desenvolvido em equipes – Levantamento dos principais riscos na transferência do paciente do hospital para a residência e quais as ações de prevenção
11h45 12h Temas para as próximas reuniões:
Apresentação de trabalhos científicos:
Pesquisa sobre “avaliação da intubação gástrica em assistência domiciliar” pesquisadora: Larissa Naves – Mestrado- EEUSP.
Sugestão de outras pesquisas
12h – 12h15 Palavra aos membros e encerramento
Prezado (a) Senhor (a)
A segurança do paciente nos serviços de saúde tem sido uma preocupação mundial, por isso o Núcleo de Assistência Domiciliar da REBRAENSP – POLO SÃO Paulo , convida a todos para uma discussão multiprofissional sobre como transformar nossa prática profissional em uma assistência segura.
A participação de todos os membros,tem sido muito profícua em nossas reuniões para ampliar as discussões sobre o tema segurança do paciente , dos profissionais e familiares , além de divulgarmos os objetivos da REBRAENSP.
Contamos com a sua presença e o seu apoio .
Agradecemos ,
Dra Luiza W Dal Ben
Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP – Polo são Paulo
Rita Kaluf
Vice – Coordenadora do Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP –Polo São Paulo
Prof Dra Maria Angélica Peterlini
Coordenadora da REBRAENSP – Polo São Paulo
PROGRAMAÇÃO:
DATA: 27/07/2011
HORARIO: 9h as 12h
LOCAL: UNIFES - Napoleão de Barros 754 - Anfiteatro da Escola de Enfermagem
9- 9h30 - Apresentação da participação do Núcleo de Assistência Domiciliar – REBRAENSP Polo São Paulo - reunião da REBRAENSP realizada dia 27/06/11 – Salvador- BA. – apresentação: Luiza W Dal Ben
9h30 – 11h - Mesa Redonda: Segurança em Assistência domiciliar – Quais os riscos?
Apresentação das metas mundiais de segurança do paciente – apresentação Rita Kaluf
Como eu faço – experiência da empresa - PRONEP – SP – acreditada internacional em qualidade
Votação sobre as metas que serão trabalhadas pelo Núcleo de Assistência Domiciliar - REBRAENSP – Polo São Paulo
11h – 11h45 Oficina de trabalho - desenvolvido em equipes – Levantamento dos principais riscos na transferência do paciente do hospital para a residência e quais as ações de prevenção
11h45 12h Temas para as próximas reuniões:
Apresentação de trabalhos científicos:
Pesquisa sobre “avaliação da intubação gástrica em assistência domiciliar” pesquisadora: Larissa Naves – Mestrado- EEUSP.
Sugestão de outras pesquisas
12h – 12h15 Palavra aos membros e encerramento
20 de maio de 2011
Positive Deviance: conheça esta filosofia implementada no Einstein
Positive Deviance: filosofia de vanguarda reduz índice de infecções
Programa atingiu taxa zero de infecção e levou nome do Einstein para além das fronteiras nacionais
Em outubro de 2007, o Einstein foi pioneiro em iniciar um programa voltado para a redução do número de infecção hospitalar. Focado na conscientização e no aumento da higienização de mãos por parte dos profissionais de saúde, o programa é baseado na Positive Deviance – uma filosofia internacional de melhoria de processos, colocada em prática na área de controle de infecções, pela primeira vez no mundo, aqui no Einstein.
A ideia do Positive Deviance – assista ao vídeo abaixo e conheça a filosofia – é direcionar a melhoria dos processos pelas sugestões dos próprios envolvidos: no caso, os profissionais do atendimento (médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos etc.), que descobrem, no dia a dia, pequenos detalhes que podem fazer bastante diferença para a segurança do paciente.
O programa foi iniciado no Einstein, primeiramente, na unidade semi-intensiva do 7º andar. Em pouco tempo, ganhou a adesão de outras unidades do hospital, atingindo números surpreendentes de queda no índice de infecções.
Desde que a ideia foi trazida para o Einstein, um grupo multiprofissional foi formado para se reunir a cada 15 dias e, além de sugerir novas ações, acompanhar o desenvolvimento de cada proposta na prática.
Em alguns meses de 2010, por exemplo, as unidades chegaram à taxa zero de infecções. Outras melhorias foram sendo somadas ao atendimento e diversas ideias transformaram-se em prática contínua no hospital, colocando o Einstein em uma posição de vanguarda no que se refere ao atendimento completo da saúde de seus pacientes.
Em todo o mundo, a filosofia do Positive Deviance é aplicada em empresas de segmentos completamente diferentes e nunca havia sido utilizada na área da saúde, especificamente voltada para a prevenção de infecções.
Além de ter sido destaque no portal global do Positive Deviance, o programa do Einstein já foi apresentado em diversos congressos internacionais, levando o pioneirismo da instituição para além das fronteiras nacionais.
Assista ao video e acompanhe as melhorias que o Positive Deviance trouxe para o Hospital Israelita Albert Einstein. Entenda de que forma essa filosofia vem ajudando a instituição a alcançar resultados cada vez mais importantes no controle de infecções.
Programa atingiu taxa zero de infecção e levou nome do Einstein para além das fronteiras nacionais
Em outubro de 2007, o Einstein foi pioneiro em iniciar um programa voltado para a redução do número de infecção hospitalar. Focado na conscientização e no aumento da higienização de mãos por parte dos profissionais de saúde, o programa é baseado na Positive Deviance – uma filosofia internacional de melhoria de processos, colocada em prática na área de controle de infecções, pela primeira vez no mundo, aqui no Einstein.
A ideia do Positive Deviance – assista ao vídeo abaixo e conheça a filosofia – é direcionar a melhoria dos processos pelas sugestões dos próprios envolvidos: no caso, os profissionais do atendimento (médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos etc.), que descobrem, no dia a dia, pequenos detalhes que podem fazer bastante diferença para a segurança do paciente.
O programa foi iniciado no Einstein, primeiramente, na unidade semi-intensiva do 7º andar. Em pouco tempo, ganhou a adesão de outras unidades do hospital, atingindo números surpreendentes de queda no índice de infecções.
Desde que a ideia foi trazida para o Einstein, um grupo multiprofissional foi formado para se reunir a cada 15 dias e, além de sugerir novas ações, acompanhar o desenvolvimento de cada proposta na prática.
Em alguns meses de 2010, por exemplo, as unidades chegaram à taxa zero de infecções. Outras melhorias foram sendo somadas ao atendimento e diversas ideias transformaram-se em prática contínua no hospital, colocando o Einstein em uma posição de vanguarda no que se refere ao atendimento completo da saúde de seus pacientes.
Em todo o mundo, a filosofia do Positive Deviance é aplicada em empresas de segmentos completamente diferentes e nunca havia sido utilizada na área da saúde, especificamente voltada para a prevenção de infecções.
Além de ter sido destaque no portal global do Positive Deviance, o programa do Einstein já foi apresentado em diversos congressos internacionais, levando o pioneirismo da instituição para além das fronteiras nacionais.
Assista ao video e acompanhe as melhorias que o Positive Deviance trouxe para o Hospital Israelita Albert Einstein. Entenda de que forma essa filosofia vem ajudando a instituição a alcançar resultados cada vez mais importantes no controle de infecções.
SAFETY 2011

Trechos da Mensagem do Organizador do SAFETY 2011
Este será o quarto ano do Safety, uma busca por uma medicina mais segura.
Nestes últimos anos vários Congressos e palestras específicas sobre segurança do paciente vem ocorrendo em todo mundo. O Brasil não tem ficado atrás nas discussões e fico alegre em ter, com a ajuda de vocês, colocado o tema de uma forma direta em 2008
Em 2011 manteremos a discussão trans-disciplinar (além da inter disciplinar) e continuaremos não abordando a judicialização. Manteremos o foco nos aspectos técnicos de diagnóstico, controle e prevenção dos eventos adversos e na segurança do paciente. Não existe atividade humana sem erro, independente do grau ou do esmero no treinamento em habilidades ou avanços tecnológicos. Demonstrar que podemos aprender com os menos graduados ou com quem tem uma formação diferente da nossa é um dos aspectos que diferencia este Congresso. O aprendizado nestes três anos proporcionado, nas palestras e discussões, por profissionais que exercem atividade completamente diferente da da saúde, tem sido uma fantástica experiência. Muitos palestrantes do Safety repetiram sua exposição em outros eventos e com isso uma rede não tradicional vem sendo criada.
O Safety é fruto de ideais e de idealistas que buscam mais segurança para todos. Não existe um modelo ideal mas se conseguirmos que o Sistema de Saúde tenha um foco maior no estudo e aprimoramento do “Fator Humano” estaremos mudando o foco do “quem?” para o “por quê?” e “como?”.
Aí sim haverá prevenção, com menos custo e menos dor se compararmos a qualquer tratamento.
Amigos, aguardo vocês.
Alfredo Guarischi
Seleção de Vídeos para treinamento
Abaixo estão alguns links de videos e entrevistas
•Higiene das mão - Hygiène des mains Hôpitaux Universitaires de Genève VigiGerme
http://www.youtube.com/watch?v=bTGzMNwZqoc&feature=fvst
•Higiene das mão - controle de infecção
http://www.youtube.com/watch?v=_o9SxDFPUiA
•Entrevista com Florence Nightingale (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=NpbkSdbSM1w
•Entrevista com Florence Nightingale (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=aDIINIfsUsU
•Cirurgia segura + Safety + Checklist
http://www.youtube.com/watch?v=xLy-kj5hdkc
•Besserman: O erro humano e o aquecimento global (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=_foT9bv-RBs
•Besserman: O erro humano e o aquecimento global (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=ItsVB0B03hU
•Filme da WHO em sua primeira edição e feito pela Harvard. Este filme segue o artigo publicado pelo NEJM em janeiro de 2009.
http://www.youtube.com/watch?v=N4Ejn9h1qKU&feature=related
•Filme sobre o Checklist Cirúrgico realizado pela Universidade de Washington, de um modo mais complexo.
http://www.youtube.com/watch?v=U2OJ55yH4i4
•Este filme feito pela Universidade de Toronto usa uma abordagem diferente dos anteriores.
http://www.youtube.com/watch?v=NR5o5U6edm0&feature=related
•Este vídeo muito curto mostra como NÃO fazer o checklist. Também foi feito pela Harvard.
http://www.youtube.com/watch?v=DOGJMOMHDJk&NR=1
•Higiene das mão - Hygiène des mains Hôpitaux Universitaires de Genève VigiGerme
http://www.youtube.com/watch?v=bTGzMNwZqoc&feature=fvst
•Higiene das mão - controle de infecção
http://www.youtube.com/watch?v=_o9SxDFPUiA
•Entrevista com Florence Nightingale (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=NpbkSdbSM1w
•Entrevista com Florence Nightingale (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=aDIINIfsUsU
•Cirurgia segura + Safety + Checklist
http://www.youtube.com/watch?v=xLy-kj5hdkc
•Besserman: O erro humano e o aquecimento global (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=_foT9bv-RBs
•Besserman: O erro humano e o aquecimento global (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=ItsVB0B03hU
•Filme da WHO em sua primeira edição e feito pela Harvard. Este filme segue o artigo publicado pelo NEJM em janeiro de 2009.
http://www.youtube.com/watch?v=N4Ejn9h1qKU&feature=related
•Filme sobre o Checklist Cirúrgico realizado pela Universidade de Washington, de um modo mais complexo.
http://www.youtube.com/watch?v=U2OJ55yH4i4
•Este filme feito pela Universidade de Toronto usa uma abordagem diferente dos anteriores.
http://www.youtube.com/watch?v=NR5o5U6edm0&feature=related
•Este vídeo muito curto mostra como NÃO fazer o checklist. Também foi feito pela Harvard.
http://www.youtube.com/watch?v=DOGJMOMHDJk&NR=1
27 de abril de 2011
NOTIVISA - VEJA COMO UTILIZAR
O NOTIVISA é um sistema informatizado na plataforma web para receber as notificações de eventos adversos (EA) e queixas técnicas (QT) relacionados com os produtos sob vigilância sanitária, abaixo listados:
Medicamentos
Vacinas e Imunoglobulinas;
Pesquisas Clínicas;
Artigos Médico-Hospitalares;
Equipamento Médico-Hospitalar;
Kit Reagente para Diagnóstico In Vitro;
Cosméticos, Produtos de Higiene Pessoal ou Perfume;
Uso de Sangue ou Componentes;
Saneantes;
Agrotóxicos;
Poderão utilizar o NOTIVISA os profissionais de saúde liberais ou que trabalhem em alguma instituição. Para acessar o Sistema, é preciso se cadastrar e selecionar a opção Profissional de Saúde, se for um profissional liberal. Para o profissional de uma instituição/entidade, selecione a opção Instituição/Entidade.
Os usuários cadastrados poderão notificar casos de EA e QT e receberão a confirmação sobre o envio da notificação. Terão acesso à notificação: o notificador, as vigilâncias sanitárias do Município e do Estado e a Anvisa.
O Sistema receberá notificação de casos confirmados ou suspeitos de EA e QT. As notificações enviadas serão mantidas sob sigilo e as informações recebidas servirão para:
subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para identificar reações adversas ou efeitos não-desejados dos produtos;
aperfeiçoar o conhecimento dos efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados;
regular os produtos comercializados no País e, de forma geral, promover ações de proteção à Saúde Pública.
Ao receber a notificação, os órgãos integrantes do SNVS analisarão a notificação de acordo com a gravidade e risco do EA ou QT.
Os cidadãos poderão notificar EA e QT por meio dos formulários de notificação.
Gestor NOTIVISA
Medicamentos
Vacinas e Imunoglobulinas;
Pesquisas Clínicas;
Artigos Médico-Hospitalares;
Equipamento Médico-Hospitalar;
Kit Reagente para Diagnóstico In Vitro;
Cosméticos, Produtos de Higiene Pessoal ou Perfume;
Uso de Sangue ou Componentes;
Saneantes;
Agrotóxicos;
Poderão utilizar o NOTIVISA os profissionais de saúde liberais ou que trabalhem em alguma instituição. Para acessar o Sistema, é preciso se cadastrar e selecionar a opção Profissional de Saúde, se for um profissional liberal. Para o profissional de uma instituição/entidade, selecione a opção Instituição/Entidade.
Os usuários cadastrados poderão notificar casos de EA e QT e receberão a confirmação sobre o envio da notificação. Terão acesso à notificação: o notificador, as vigilâncias sanitárias do Município e do Estado e a Anvisa.
O Sistema receberá notificação de casos confirmados ou suspeitos de EA e QT. As notificações enviadas serão mantidas sob sigilo e as informações recebidas servirão para:
subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para identificar reações adversas ou efeitos não-desejados dos produtos;
aperfeiçoar o conhecimento dos efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados;
regular os produtos comercializados no País e, de forma geral, promover ações de proteção à Saúde Pública.
Ao receber a notificação, os órgãos integrantes do SNVS analisarão a notificação de acordo com a gravidade e risco do EA ou QT.
Os cidadãos poderão notificar EA e QT por meio dos formulários de notificação.
Gestor NOTIVISA
Definidos critérios para credenciamento de Hospitais Sentinela em 2011

Definidos critérios para credenciamento de Hospitais Sentinela em 2011
19 de abril de 2011
A Anvisa divulga, nesta terça-feira (19/4), os critérios para o credenciamento de instituições na Rede Sentinela, em 2011. Os estabelecimentos de saúde podem se credenciar em quatro diferentes perfis: Participante; Colaborador; Centro de Cooperação; e Centro de Referência. As instituições que atenderem aos requisitos exigidos no documento publicado pela Anvisa serão credenciadas por um período de 12 meses.
A Rede Sentinela é uma rede de parceiros que, desde 2002, subsidia o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados. A pós-comercialização é uma dimensão da atuação da vigilância sanitária, fundamental para acompanhar a segurança de produtos utilizados na atenção à saúde.
As diretrizes e estratégias para o credenciamento foram definidas no ano de 2010, a partir da realização de encontros que envolveram gerentes de risco dos hospitais já pertencentes à Rede Sentinela, além de representantes da Anvisa e de demais entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O objetivo foi traçar diretrizes e estratégias que conferissem perenidade, sustentabilidade e abrangência aos serviços sentinela.
Entre as diretrizes definidas, destaca-se a necessidade de estabelecimento de critérios de inclusão e acompanhamento para permanência de instituições na Rede Sentinela e para o credenciamento de novas entidades.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cviss@anvisa.gov.br.
Confira aqui os critérios para credenciamento
20 de março de 2011
Gestão da Qualidade e do Risco no Setor da Saúde
Gestão da Qualidade e do Risco no Setor da Saúde
Conceitos e Definições
A profissionalização tardia do Setor Saúde preocupa todos os envolvidos nesta complexa trama de processos administrativos e assistenciais. O profissional da saúde, quando compreende todos os riscos inerentes à sua profissão, que podem vir a prejudicar o paciente, a si mesmo e até a Instituição, anseia por algo que traga resposta a suas angústias.
A informação está cada vez mais acessível e em volume que cresce a cada dia, porém o que deveria ser bom torna-se um obstáculo para a identificação do conhecimento fidedigno e coeso, conforme a realidade de cada um.
Essa dificuldade na seleção de dados e o diminuto preparo em gestão que o profissional da saúde recebeu em sua graduação o leva a buscar a experiência prática em cursos de aprendizado reconhecidos e atuantes no mercado.
A Gestão pela Qualidade desperta o interesse por ser uma metodologia perfeitamente utilizada em qualquer situação por sua característica de maleabilidade e aplicabilidade conforme a necessidade.
A habilidade de compreender o conceito “Qualidade” e aplicá-la exige muita (boa) informação e treinamento, caso contrário essa ferramenta apenas burocratizará ainda mais as rotinas. O profissional da saúde é fundamental para o sucesso da implantação dessa estratégia no setor, criando um ambiente motivador e de resultados.
Qualidade e Risco estão ligados, por uma conseqüência lógica: a partir do momento em que é definido que a Instituição terá Qualidade, isto é, seguirá critérios de boas práticas focando em resultados positivos para o cliente-colaborador-empresa, o foco na segurança é automático. Em um setor no qual um simples descuido pode ser letal, a prevenção do erro se faz por meio da Gestão do Risco, isto é, compreensão e mitigação de qualquer fator que possa levar a um acidente.
Sendo assim, o Setor Saúde conta com uma ferramenta poderosa para se profissionalizar e implantar conhecimento técnico aliado à sustentação financeira da empresa, sem deixar de lado o melhor cuidado ao paciente.
Este texto é de autoria de Bruna Malagoli, docente do Curso Análise de Risco, Segurança do Paciente e Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde
Conceitos e Definições
A profissionalização tardia do Setor Saúde preocupa todos os envolvidos nesta complexa trama de processos administrativos e assistenciais. O profissional da saúde, quando compreende todos os riscos inerentes à sua profissão, que podem vir a prejudicar o paciente, a si mesmo e até a Instituição, anseia por algo que traga resposta a suas angústias.
A informação está cada vez mais acessível e em volume que cresce a cada dia, porém o que deveria ser bom torna-se um obstáculo para a identificação do conhecimento fidedigno e coeso, conforme a realidade de cada um.
Essa dificuldade na seleção de dados e o diminuto preparo em gestão que o profissional da saúde recebeu em sua graduação o leva a buscar a experiência prática em cursos de aprendizado reconhecidos e atuantes no mercado.
A Gestão pela Qualidade desperta o interesse por ser uma metodologia perfeitamente utilizada em qualquer situação por sua característica de maleabilidade e aplicabilidade conforme a necessidade.
A habilidade de compreender o conceito “Qualidade” e aplicá-la exige muita (boa) informação e treinamento, caso contrário essa ferramenta apenas burocratizará ainda mais as rotinas. O profissional da saúde é fundamental para o sucesso da implantação dessa estratégia no setor, criando um ambiente motivador e de resultados.
Qualidade e Risco estão ligados, por uma conseqüência lógica: a partir do momento em que é definido que a Instituição terá Qualidade, isto é, seguirá critérios de boas práticas focando em resultados positivos para o cliente-colaborador-empresa, o foco na segurança é automático. Em um setor no qual um simples descuido pode ser letal, a prevenção do erro se faz por meio da Gestão do Risco, isto é, compreensão e mitigação de qualquer fator que possa levar a um acidente.
Sendo assim, o Setor Saúde conta com uma ferramenta poderosa para se profissionalizar e implantar conhecimento técnico aliado à sustentação financeira da empresa, sem deixar de lado o melhor cuidado ao paciente.
Este texto é de autoria de Bruna Malagoli, docente do Curso Análise de Risco, Segurança do Paciente e Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde
23 de dezembro de 2010
15 de dezembro de 2010
Erro de medicação ....um assunto que tem sido tão discutido devido a mais um grave incidente ocorrido.
Recomendo um artigo sobre esse assunto, de autoria da Lenita Wannmacher, para a OPAS:
Uso Racional de Medicamentos
para ter acesso ao artigo completo clik no link do titulo.
Erros: evitar o evitável
Autor:Lenita Wannmacher
Resumo:
Erros com medicamentos são mundialmente freqüentes, acarretando potencial de risco aos pacientes, e ocorrem devido a múltiplos fatores (características dos pacientes, despreparo dos profissionais de saúde, falhas nos sistemas de atendimento à saúde, insuficiente formação graduada e educação continuada dos diferentes profissionais, polifarmácia, uso de preparações injetáveis, automedicação e outros). No sentido de prevenir ou minimizar sua ocorrência e as possíveis conseqüências aos pacientes, enfatizam-se posturas e estratégias, mais coletivas que individuais.
Ano de Publicação: 2005
Uso Racional de Medicamentos
para ter acesso ao artigo completo clik no link do titulo.
Erros: evitar o evitável
Autor:Lenita Wannmacher
Resumo:
Erros com medicamentos são mundialmente freqüentes, acarretando potencial de risco aos pacientes, e ocorrem devido a múltiplos fatores (características dos pacientes, despreparo dos profissionais de saúde, falhas nos sistemas de atendimento à saúde, insuficiente formação graduada e educação continuada dos diferentes profissionais, polifarmácia, uso de preparações injetáveis, automedicação e outros). No sentido de prevenir ou minimizar sua ocorrência e as possíveis conseqüências aos pacientes, enfatizam-se posturas e estratégias, mais coletivas que individuais.
Ano de Publicação: 2005
11 de novembro de 2010
Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura
Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em parceria com a Unidade de Investigação e Prevenção das Infecções e dos Eventos Adversos (UIPEA/GGTES/Anvisa), vem desenvolvendo ações visando à “Segurança do Paciente”, consonantes com as previstas na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Primeiro Desafio Global para a Segurança do Paciente está focado na prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), sob o lema “Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura”, envolvendo ações relacionadas à melhoria da Higienização das Mãos em Serviços de Saúde.
Ferramentas para treinamento e educação
Os profissionais de saúde necessitam de um treinamento claro e sucinto sobre a importância da higienização das mãos, especialmente direcionado para “Os Cinco Momentos para a Higienização das Mãos” e para os procedimentos corretos de higienização anti-sépticas das mãos com preparações alcoólicas (gel ou solução) e higienização simples das mãos (água e sabonete associado ou não a anti-séptico).
Desta forma, os profissionais de saúde deverão receber treinamento regularmente (pelo menos, anualmente), incluindo também os novos profissionais contratados.
Para maiores informações sobre como usar as ferramentas e facilitar a compreensão dos componentes básicos do treinamento, favor consultar o Guia para Implantação da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higienização das Mãos em Serviços de Saúde, abaixo disponibilizado.
Ferramentas-Chave
• Manual para Higienização das Mãos em Serviços de Saúde
Resumo das diretrizes da OMS para Higienização das Mãos.
• Guia para a implantação da estratégia multimodal da OMS para a melhoria da higienização das mãos
Guia para implantar a estratégia de melhoria de higienização das mãos e como usar as outras ferramentas.
Acesse a pagina da Organização Pan-Americana de Saúde para fazer o download do manual e do guia de implantação.
http://new.paho.org/bra/index.php?option=com_content&task=view&id=883&Itemid=687&limit=1&limitstart=1
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em parceria com a Unidade de Investigação e Prevenção das Infecções e dos Eventos Adversos (UIPEA/GGTES/Anvisa), vem desenvolvendo ações visando à “Segurança do Paciente”, consonantes com as previstas na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Primeiro Desafio Global para a Segurança do Paciente está focado na prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), sob o lema “Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura”, envolvendo ações relacionadas à melhoria da Higienização das Mãos em Serviços de Saúde.
Ferramentas para treinamento e educação
Os profissionais de saúde necessitam de um treinamento claro e sucinto sobre a importância da higienização das mãos, especialmente direcionado para “Os Cinco Momentos para a Higienização das Mãos” e para os procedimentos corretos de higienização anti-sépticas das mãos com preparações alcoólicas (gel ou solução) e higienização simples das mãos (água e sabonete associado ou não a anti-séptico).
Desta forma, os profissionais de saúde deverão receber treinamento regularmente (pelo menos, anualmente), incluindo também os novos profissionais contratados.
Para maiores informações sobre como usar as ferramentas e facilitar a compreensão dos componentes básicos do treinamento, favor consultar o Guia para Implantação da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higienização das Mãos em Serviços de Saúde, abaixo disponibilizado.
Ferramentas-Chave
• Manual para Higienização das Mãos em Serviços de Saúde
Resumo das diretrizes da OMS para Higienização das Mãos.
• Guia para a implantação da estratégia multimodal da OMS para a melhoria da higienização das mãos
Guia para implantar a estratégia de melhoria de higienização das mãos e como usar as outras ferramentas.
Acesse a pagina da Organização Pan-Americana de Saúde para fazer o download do manual e do guia de implantação.
http://new.paho.org/bra/index.php?option=com_content&task=view&id=883&Itemid=687&limit=1&limitstart=1
10 de novembro de 2010
DECLARAÇÃO DA ENFERMAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE

DECLARAÇÃO DA ENFERMAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE
A promoção da segurança do paciente é preocupação global. A Organização Mundial da Saúde estima que um em cada dez pacientes é vítima de erros durante a assistência. A Enfermagem do Estado de São Paulo, diante desse fato, declara seu compromisso em desenvolver ações que visem à promoção da segurança do paciente, atuando no âmbito da educação, prática clínica, pesquisa e cultura organizacional alicerçada nos preceitos éticos e legais da profissão.
Tendo por base tal pressuposto e considerando que:
•a segurança do paciente é fundamental para o cuidado com a saúde e um imperativo ético e moral do cuidado para com os outros;
•a Enfermagem, maior contingente de profissionais de saúde no país, tem função relevante na promoção da segurança do paciente e nos resultados de saúde da população;
•a possibilidade de errar é característica imutável do processo de cognição humano;
•o erro é definido como não intencional, multifatorial, eminentemente resultante de falhas do sistema, mais do que do indivíduo, sendo possível sua prevenção;
•é necessária a adoção de cultura organizacional que gere análise sistêmica de falhas, com vistas à prevenção e melhoria contínua do cuidado em saúde;
•no sistema de saúde são realizadas atividades complexas, em ambientes dinâmicos e especializados, nos quais o nível de desenvolvimento organizacional, dos processos de trabalho e dos profissionais afeta diretamente os resultados do cuidado;
•o paciente e a família têm o direito de receber assistência de Enfermagem que promova sua segurança por meio da realização de cuidados de Enfermagem centrados no atendimento integral às suas necessidades, preferências e valores;
•o paciente e a família têm o direito de receber assistência de Enfermagem em ambientes seguros, dotados de profissionais qualificados e em número apropriado;
•o paciente e a família têm o direito de receber cuidados de Enfermagem fundamentados na melhor informação científica e técnica e documentados em protocolos institucionais;
•o paciente e a família têm o direito de participar ativamente na promoção da sua segurança durante a assistência à saúde, com autonomia e responsabilidade;
•os profissionais de Enfermagem têm o direito de atuar em ambientes que ofereçam adequada infraestrutura física, de recursos humanos, de materiais e equipamentos para o desenvolvimento seguro de ações em saúde;
•os profissionais de Enfermagem têm o dever de realizar práticas seguras com base na excelência clínica, na melhor competência profissional e na mais adequada informação científica, bem como desenvolver ou participar de investigações científicas que promovam a segurança dos pacientes;
•ações de Enfermagem que visem à segurança do paciente devem ser estimuladas e valorizadas em qualquer cenário de atuação profissional;
•as instituições de saúde têm o dever de proporcionar condições de infraestrutura e trabalho adequadas à segurança do paciente, da família, dos profissionais e, consequentemente, da sociedade;
•as instituições de saúde devem ter a responsabilidade e o compromisso de promover condições e ações para educação permanente do profissional de Enfermagem; as instituições de ensino na área de Enfermagem têm o dever e o compromisso de garantir à sociedade profissionais competentes para o exercício seguro da profissão.
A Enfermagem do Estado de São Paulo declara:
•a promoção da segurança do paciente é responsabilidade compartilhada entre profissionais de Enfermagem e os demais que atuam, direta ou indiretamente, na área da saúde: pacientes e familiares; instituições de saúde; agências reguladoras; órgãos de acreditação; instituições de ensino; associações, conselhos, sindicatos e agremiações de profissionais de saúde; órgãos governamentais e sociedade;
•a análise sistêmica de erros deve incluir a participação ativa dos enfermeiros, profissionais de saúde, pacientes e gestores, envolvendo, quando necessário, órgãos de fiscalização, governamentais e a sociedade;
•a Enfermagem deve contribuir com toda e qualquer iniciativa local, regional, nacional e internacional para a promoção da segurança do paciente;
•as responsabilidades e os compromissos para a segurança do paciente devem ser claramente explicitados na política de Enfermagem Institucional e implementados nas ações dos enfermeiros gestores, líderes e profissionais de Enfermagem diretamente envolvidos na assistência;
•a cultura e o clima de segurança devem estar presentes nos ambientes de prática da Enfermagem como parte da sua missão, proporcionando condições para identificação, análise sistêmica e ações de melhoria contínua frente à ocorrência de erros e eventos adversos;
•o profissional de Enfermagem tem o dever e a responsabilidade de notificar a ocorrência de erros, eventos adversos e situações que coloquem em risco a segurança do paciente;
•o paciente e a família têm o direito de ser informado sobre a ocorrência de eventos adversos, as consequências para sua saúde e os cuidados que deve receber para se restabelecer;
•a Enfermagem deve participar de comitês institucionais que tenham como objetivo a captação de informações sobre erros, mesmo os que não chegaram a atingir o paciente, contribuindo com soluções para a prevenção e ações para minimizar efeitos de eventos adversos, fundamentadas em uma análise sistêmica;
•a Enfermagem reconhece o paciente e a família como agentes ativos na promoção de sua segurança e desenvolve ações que os fortaleçam por meio da informação, do relacionamento e do respeito;
•os profissionais de Enfermagem respondem por sua competência técnica, científica, ética e legal e somente executam atividades quando capazes de desempenhá-las de forma segura para si e para outrem;
•os profissionais de Enfermagem assumem o compromisso, junto à sociedade, de disseminar informações acerca da cultura de segurança do paciente para engajar a população na promoção de um sistema de saúde mais seguro.
Organização: Profª Drª Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira e Profª Drª Maria de Jesus C. S. Harada, coordenadoras do Projeto Enfermagem para Segurança do Paciente do Coren-SP, Gestão 2008–2011.
Elaboração: Profª Drª Ariane Ferreira Machado Avelar, Drª Carmen Ligia Sanches de Salles, Drª Cleide Mazuela Canavezi, Drª Daniella Cristina Chanes, Drª Denise Myiuki Kusahara, Drª Dirce Laplaca, Profª Drª Elena Bohomol, Profª Drª Kátia Grillo Padilha, Drª Lilian Lestingi Labbadia, Profª Drª Luiza Watanabe Dal Ben, Profª Drª Maria Angélica Sorgini Peterlini, Profª Drª Maria de Jesus C. S. Harada, Drª Marlene U. Moritsugu, Profª Drª Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira, Drª Rosemeire Keiko Hangai e Profª Drª Sílvia Helena de Bortoli Cassiani.
Promoção: Coren-SP.
SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
10 PASSOS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO – COREN-SP
REDE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM E SEGURANÇA DO PACIENTE – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO
SÃO PAULO – 2010
A segurança na utilização da tecnologia compreende o benefício e o impacto no
uso de um ou mais recursos, em prol do restabelecimento da saúde do paciente.
Visa identificar soluções que têm como propósito promover melhorias específicas
em áreas de maior risco na assistência à saúde, para que a tecnologia seja
utilizada de maneira apropriada.
A seguir estão descritas algumas medidas para promoção de segurança na
utilização de alguns equipamentos utilizados na área da saúde.
Medidas sugeridas
1. Consulte o manual do fabricante de qualquer equipamento.
2. Avalie se o equipamento apresenta condições adequadas para o uso.
3. Simule o funcionamento normal do aparelho, desconecte o plugue da tomada
e verifique se o alarme de bateria começa a soar.
4. Efetue a limpeza programada do equipamento e/ou sempre que necessário.
5. Verifique o adequado funcionamento do equipamento.
6. Verifique em que condições encontra-se o equipamento, se foi realizada a
manutenção e a programação para manutenção preventiva e calibração do
equipamento.
7. Peça orientações ao serviço de engenharia ou manutenção da instituição
sobre o uso adequado de equipamentos quando houver qualquer dúvida.
8. Leia o manual simplificado do equipamento desenvolvido pela instituição, que
deve estar visível e legível no aparelho. Siga a sequência correta para o manuseio.
9. Informe as condições de uso, disparo do alarme e anormalidades ao paciente
e/ou familiar.
10. Explique ao paciente como acionar o profissional em caso de urgências.
11. Posicione o equipamento em local seguro para prevenir quedas e acidentes.
12. Faça as anotações na ficha de atendimento ou no prontuário do paciente
descrevendo a orientação fornecida, as condições do equipamento e o uso no
paciente.
13. Monitore o paciente com frequência, analisando as condições do equipamento
em uso.
14. Analise se o equipamento tem condições técnicas para o atendimento das
necessidades clínicas do paciente, participando do processo de adequação da
tecnologia aplicada ao cuidado de enfermagem.
Pontos de atenção
1. Conheça as diferentes alternativas tecnológicas, auxiliando na escolha do
equipamento mais adequado.
2. Verifique e aplique as legislações pertinentes.
3. Conheça e siga os protocolos específicos no uso e manuseio de cada
equipamento.
4. Conheça as condições de substituição, empréstimo, obsolescência e ou
alocação do recurso tecnológico.
5. Certifique-se de que possui habilidade e conhecimento técnico para o
manuseio do equipamento com segurança.
6. Em caso de falta do recurso tecnológico necessário, o enfermeiro deve verificar
se há alternativas.
7. Se o paciente referir alergia a algum produto / conexão / tubo do equipamento,
registre na ficha de atendimento ou no prontuário e realize a substituição.
8. Na recusa do paciente em utilizar o equipamento, explique os benefícios e
indicações para o tratamento de saúde e identifique os motivos para a rejeição.
Se necessário o enfermeiro deve avaliar as condições do paciente, sua opinião
e a possibilidade de substituição do equipamento.
Referências
- Silva LK. Avaliação tecnológica e análise custo-efetividade em saúde: a incorporação de tecnologias
e a produção de diretrizes clínicas para o SUS. Rio de Janeiro: Departamento de Administração e
Planejamento em Saúde- ENSP/Fiocruz, 2003. pg 501-20.
- Banta HD. Health Care Technology as a Policy Issue. Health Policy 1994; 30: 1-20.
- Institute of Medicine. Donaldson MS, Sox JR, HC (eds). Setting Priorities for Health Technology
Assessment: A Model Process. Washington DC, National Academy Press; 1992.
10 PASSOS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO – COREN-SP
REDE BRASILEIRA DE ENFERMAGEM E SEGURANÇA DO PACIENTE – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO
SÃO PAULO – 2010
A segurança na utilização da tecnologia compreende o benefício e o impacto no
uso de um ou mais recursos, em prol do restabelecimento da saúde do paciente.
Visa identificar soluções que têm como propósito promover melhorias específicas
em áreas de maior risco na assistência à saúde, para que a tecnologia seja
utilizada de maneira apropriada.
A seguir estão descritas algumas medidas para promoção de segurança na
utilização de alguns equipamentos utilizados na área da saúde.
Medidas sugeridas
1. Consulte o manual do fabricante de qualquer equipamento.
2. Avalie se o equipamento apresenta condições adequadas para o uso.
3. Simule o funcionamento normal do aparelho, desconecte o plugue da tomada
e verifique se o alarme de bateria começa a soar.
4. Efetue a limpeza programada do equipamento e/ou sempre que necessário.
5. Verifique o adequado funcionamento do equipamento.
6. Verifique em que condições encontra-se o equipamento, se foi realizada a
manutenção e a programação para manutenção preventiva e calibração do
equipamento.
7. Peça orientações ao serviço de engenharia ou manutenção da instituição
sobre o uso adequado de equipamentos quando houver qualquer dúvida.
8. Leia o manual simplificado do equipamento desenvolvido pela instituição, que
deve estar visível e legível no aparelho. Siga a sequência correta para o manuseio.
9. Informe as condições de uso, disparo do alarme e anormalidades ao paciente
e/ou familiar.
10. Explique ao paciente como acionar o profissional em caso de urgências.
11. Posicione o equipamento em local seguro para prevenir quedas e acidentes.
12. Faça as anotações na ficha de atendimento ou no prontuário do paciente
descrevendo a orientação fornecida, as condições do equipamento e o uso no
paciente.
13. Monitore o paciente com frequência, analisando as condições do equipamento
em uso.
14. Analise se o equipamento tem condições técnicas para o atendimento das
necessidades clínicas do paciente, participando do processo de adequação da
tecnologia aplicada ao cuidado de enfermagem.
Pontos de atenção
1. Conheça as diferentes alternativas tecnológicas, auxiliando na escolha do
equipamento mais adequado.
2. Verifique e aplique as legislações pertinentes.
3. Conheça e siga os protocolos específicos no uso e manuseio de cada
equipamento.
4. Conheça as condições de substituição, empréstimo, obsolescência e ou
alocação do recurso tecnológico.
5. Certifique-se de que possui habilidade e conhecimento técnico para o
manuseio do equipamento com segurança.
6. Em caso de falta do recurso tecnológico necessário, o enfermeiro deve verificar
se há alternativas.
7. Se o paciente referir alergia a algum produto / conexão / tubo do equipamento,
registre na ficha de atendimento ou no prontuário e realize a substituição.
8. Na recusa do paciente em utilizar o equipamento, explique os benefícios e
indicações para o tratamento de saúde e identifique os motivos para a rejeição.
Se necessário o enfermeiro deve avaliar as condições do paciente, sua opinião
e a possibilidade de substituição do equipamento.
Referências
- Silva LK. Avaliação tecnológica e análise custo-efetividade em saúde: a incorporação de tecnologias
e a produção de diretrizes clínicas para o SUS. Rio de Janeiro: Departamento de Administração e
Planejamento em Saúde- ENSP/Fiocruz, 2003. pg 501-20.
- Banta HD. Health Care Technology as a Policy Issue. Health Policy 1994; 30: 1-20.
- Institute of Medicine. Donaldson MS, Sox JR, HC (eds). Setting Priorities for Health Technology
Assessment: A Model Process. Washington DC, National Academy Press; 1992.
13 de outubro de 2010
Entrevista com Mavilde Pedreira sobre Segurança do Paciente
"Embora não-intencional, todo erro é evitável, por isso ratifico que é preciso criar mecanismos para tornar o 'fazer certo' muito mais fácil do que o 'fazer errado'. E esta iniciativa também depende de nós enfermeiros". Foi com este comentário que a Doutora em Enfermagem Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira, Professora da Unifesp, Pesquisadora CNPq e Assessora da CAPES e do Coren-SP, encerrou uma de suas diversas palestras ministradas sobre Segurança do Paciente.
Segurança do Paciente é uma questão de grande relevância para gestores de instituições públicas e privadas e a enfermagem tem papel fundamental no sentido de torná-las mais seguras e menos arriscadas. Esta preocupação tornou-se assunto de relevância crescente em todo o mundo nos últimos anos, tanto que, em 2004, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a Aliança Global para a Segurança do Paciente (World Alliance for Patient Safety), iniciativa global em prol da melhoria da segurança do paciente em virtude do número alarmante de que 40 a 90 mil pessoas morriam a cada ano nos Estados Unidos em circunstâncias passíveis de medidas de prevenção.
Professora Mavilde explica que um deslize, uma falha que aparentemente é apenas um detalhe, pode fazer a diferença entre a vida e a morte de quem é cuidado e que, atualmente, o desejado é que se entenda o erro como consequência de uma série de problemas do sistema, e que a busca por implementar medidas de correção e prevenção sejam prioridade, e não apenas a punição de quem comete o erro. "É comum ouvirmos primeiro a pergunta "Quem fez isso", e o que deveríamos ouvir seria "Como isso aconteceu?", "Quando isso aconteceu?" e "Por que isso aconteceu?" É esta mudança de cultura que poderá promover assistência à saúde mais segura à população".
Ela encerra um gostoso bate-papo com a célebre frase de São Francisco de Assis, que representa a essência do cuidado - "Comece fazendo o que é necessário; depois o que é possível, é de repente você estará fazendo o impossível".
Os erros em saúde ocorrem devido a quais fatores?
Erros humanos acontecem eminentemente por falhas de um sistema e não por culpa de um indivíduo isoladamente. Estas falhas podem ter relação com diversos fatores que envolvem desde questões de abrangência governamental e dos gestores de políticas públicas ou institucionais até falhas no processo de educação à qual o profissional foi submetido. Entre um e outro, podemos ainda afirmar que erros na saúde ocorrem por problemas culturais, por má qualificação profissional, por falta de especialização, educação permanente e até mesmo habilidade, falta de comunicação entre os profissionais da saúde, falta de recursos. Mas também ocorrem erros por sobrecarga de trabalho dos profissionais, principalmente da enfermagem, ausência de protocolos e de processos de trabalho com vistas ao alcance de um bom atendimento em saúde e para o bom andamento de uma instituição. E erros podem advir também da falta de comunicação com o próprio paciente, quando não se capacita o mesmo para o auto-cuidado e o torna agente de promoção de sua própria segurança.
Professora Mavilde, a senhora poderia nos dar alguns exemplos de erros que ocorrem por conta do próprio paciente?
Pacientes devem ser o centro do cuidado prestado por profissionais de saúde. Para tanto devem entender sobre o seu diagnóstico e os tratamentos e cuidados que precisam receber para se restabelecerem. Pacientes adequadamente preparados para lidar com suas necessidades de saúde são a principal fonte de prevenção de erros em saúde. Por outro lado, quando não são partícipes de seus planos assistenciais, quando não adequadamente preparados para saber quais os cuidados que devem receber podem ser vítimas de eventos adversos evitáveis.
E quais são os principais relacionados à assistência de enfermagem?
A força de trabalho da enfermagem é de aproximadamente 15 milhões de profissionais de enfermagem no mundo. É o maior grupo de profissionais que presta cuidado direto e ininterrupto aos pacientes. No Brasil, a enfermagem está representada por cerca de um milhão e meio de profissionais, sejam eles auxiliares e técnicos de enfermagem, e enfermeiros. Como enfermeiros, para cuidarmos de seres humanos termos que nos manter constantemente atualizados para prescrever cuidados fundamentados em evidências científicas e que se adéqüem as necessidades e preferências do paciente e família em um ambiente de prestação de assistência à saúde cada vez mais complexo. Quanto mais complexa a atividade humana, mais riscos inerentes há.
Fatores que envolvem o ambiente de trabalho, as condições de excesso de rotinas e burocracia, a falta de protocolos baseados em evidências científicas que respaldem a prática, associada à atitude dos gestores e profissionais de saúde têm relação com a ocorrência de erros em saúde e a falta de implementação de medidas de prevenção. Dentre estes danos, podemos citar como os mais amplamente identificados em instituições que não possuem o número adequado de profissionais de enfermagem ou não lhes proporcionam adequadas condições de trabalho às infecções hospitalares, quedas, erros de medicação, úlceras por compressão, dentre outros.
A senhora frisa que o erro pode advir do não-atendimento de uma necessidade humana básica. Poderia nos dar um exemplo?
Sim, posso dar inúmeros exemplos, como o de um senhor que precisava de comadre. Ele estava no quarto ao lado de um paciente que teve um bloqueio atrioventricular em um hospital que contava com número de profissionais reduzido no plantão noturno. Ele tocou a campainha para pedir a comadre, e a profissional, ocupada, disse que voltava em alguns minutos para atendê-lo, pois precisava atender o paciente em situação de emergência no quarto ao lado. Passaram-se alguns minutos e ela não voltou. Observando a correria da equipe médica e de enfermagem, o paciente tentou se levantar para ir ao banheiro sozinho. Ele acabou caindo e fraturando o fêmur, teve que passar por uma cirurgia contraiu uma infecção e veio a óbito por sepse.Tudo por que ele precisava de uma comadre.
Por muitos anos era tabu falar sobre erros no sistema de saúde. Quando este assunto começou a ser discutido abertamente?No final dos anos da década de 1990, estudos mostraram que nos EUA, o país mais rico e que mais investe em saúde do mundo, o que não se traduz verdadeiramente em qualidade, a cada ano entre 40 mil a 90 mil norte-americanos morriam por erros por danos relacionados a erros. Estes estudos apontaram que erros na saúde representavam a oitava causa de morte nos EUA. Não apenas os profissionais de saúde ficaram assombrados com estes dados como também a população. Jornais começam a soltar manchetes como "Erros em saúde acontecem e matam milhares de norte-americanos". A mídia levou ao conhecimento da sociedade americana que existiam erros instituições de saúde e que era preciso haver mudanças urgentes.
E o que mudou de lá para cá?
Varias áreas da saúde evoluíram muito, como é o caso da anestesia. Tempos atrás, muita gente morria de eventos adversos decorrentes da anestesia e isso fez com que esta área fosse revista no mundo todo. Hoje, existe uma padronização das condições de infra-estrutura mínima para a realização de procedimentos anestésicos, uso de processos de cuidado, como o escore o ASA da Academia Norte-americana de Anestesiologia e todo profissional precisa ter o título de anestesista, sendo este revalidado periodicamente. Outra mudança de paradigmas na segurança em saúde se deu nos bancos de sangue com o advento da Aids.
Qual a sua opinião sobre o advento de certificações da Qualidade no Brasil com iniciativas da ONA, Joint, Iso, CQH. A senhora acha que isso contribui para que a instituição tenha maior preocupação com a segurança de seus pacientes?
Com certeza, a implantação de medidas que melhorem a qualidade das instituições de saúde, produzem infraestrutura e processos assistenciais capazes de contribuir para a realização de práticas mais seguras. Contudo as pessoas devem ser valorizadas como as principais ferramentas para a promoção de práticas seguras.
O que é a cultura de segurança de uma organização?
Erros acontecem, e uma cultura de segurança implica em ter a prevenção de erros como prioridade para todos, gestores, lideranças, profissionais e pacientes. A primeira coisa é ter em mente que para haver mudança dos liderados é preciso que a liderança tenha como meta tornar o ambiente de prestação de assistência mais seguro ao assumir que é de alto risco. Sendo de alto risco, o erro é passível de ocorrer. Documentar os erros, analisar suas causas sistêmicas, gerar medidas de discussão em equipe sobre o tema, identificar soluções e tecnologias capazes de prevenir sua recorrência de maneira constante e compartilhada com o paciente e família é o que promove a criação e sustentação de uma cultura de segurança.
Atualmente a cultura é de intimidação frente ao erro. Quais são os fatores que geram essa intimidação e quais as suas conseqüências?
Hoje essa cultura esta presente por que é muito mais fácil atribuir um culpado do que mudar todo um sistema de prestação da assistência. Assim, ao invés de termos uma cultura de segurança vigente no sistema de saúde, temos ma cultura de punição, que busca atribuir culpados por falhas eminentemente resultantes de sistemas mal estruturados e desenhados.
Qual a diferença na segurança entre hospital público e privado?
Não se pode distinguir a presença ou não de segurança para o paciente, segundo o tipo de instituição. Há instituições públicas muito mais seguras do que privadas, e vice-versa. A falta de infra-estrutura para o exercício adequado da profissão, bem como, a falta de definição de políticas institucionais que evidenciem o bem do paciente como foco de toda a atividade desenvolvida são os principais indicadores de existência de práticas inseguras. Outra questão é a valorização do profissional. Instituições que não valorizam os profissionais de saúde fornecendo boas condições de trabalho, sejam elas públicas ou privadas, podem comprometer a segurança do paciente.
Como a enfermagem pode garantir a segurança do paciente?
Em qualquer local no mundo, a enfermagem representa o maior contingente de profissionais e em hospitais são os que permanecem na assistência em tempo integral, todos os dias da semana, todas as horas do dia. Assim, é dela a responsabilidade de realizar a maior parte das ações do cuidado e promover a qualidade da assistência à sociedade. Por estarem nesta posição, os enfermeiros podem, quando em numero e capacitação apropriados, como evidenciado em vários estudos, prevenir erros ou detectar precocemente qualquer tipo de complicação e eventos adversos. É nossa missão promover assistência à saúde com foco nas necessidades individuais e integrais de cada individuo. Os profissionais da enfermagem precisam ter a consciência de sua relevante função na prevenção de erros durante a prestação da assistência, também devemos mostrar nosso valor como membros da equipe multiprofissional de saúde para toda a sociedade. Por isso é tão importante a enfermagem colocar este assunto em debate e buscar soluções que garantam uma assistência mais segura.
Prevenir ainda é a melhor forma de evitar erros em saúde?
Ter em mente a cultura da prevenção é ponto fundamental para qualquer questão que envolva a saúde. Diminuir a probabilidade da ocorrência do erro exige mudança de paradigmas e de cultura tanto do governo, como das organizações de saúde e dos profissionais. No que tange à prevenção de erros, diminuição de riscos e à segurança do paciente, é premissa fundamental a prevenção. Ações como melhorar a comunicação e, principalmente, a comunicação com o paciente e seus familiares/acompanhantes, identificar o paciente, uso de protocolos, dupla checagem, check-list, somente executar prescrições claras e nunca se houver dúvidas, documentar a sistematização da assistência de enfermagem no prontuário, contribuem para a promoção da segurança do paciente.
Quais são as metas internacionais para a segurança do paciente?- promover adequada higienização das mãos
- identificar os pacientes corretamente;
- promover comunicação efetiva (prescrições/exames diagnósticos);
- melhorar a segurança na medicação;
- programar medidas de promoção de segurança nas cirurgias;
- reduzir o risco de adquirir infecções;
- reduzir o risco de lesões decorrentes de quedas, dentre outros
O que falta para o Brasil proporcionar mais segurança aos seus pacientes?
Para promover a segurança do paciente no Brasil é preciso implementar verdadeiramente, de maneira constante e equânime as premissas que regem o SUS. Devemos saber que o direito a assistência à saúde qualificada e segura é direito de todo o brasileiro. A busca de assistência à saúde mais segura é, portanto uma questão de exercício da cidadania, quer seja pelo profissional de saúde, quer seja pelos governantes, gestores e usuários. É preciso saber que em saúde o que mais importa são as pessoas, que recebem e prestam cuidados. Tornar o sistema de saúde mais seguro significa criar políticas e mecanismos capazes de contribuir para que o profissional de saúde possa usar o máximo de sua capacidade e competência para atender a necessidade de saúde da população, sendo que a população tem o direito de ter suas necessidades em saúde atendidas, respeitando seus valores e preferências, de modo equânime, eficaz, eficiente, oportuno e seguro.
Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira é Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo Unifesp, Especialista em Pediatria e Puericultura pela Escola Paulista de Medicina; Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação, níveis mestrado e doutorado, da Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp e Pesquisadora do CNPq.
Segurança do Paciente é uma questão de grande relevância para gestores de instituições públicas e privadas e a enfermagem tem papel fundamental no sentido de torná-las mais seguras e menos arriscadas. Esta preocupação tornou-se assunto de relevância crescente em todo o mundo nos últimos anos, tanto que, em 2004, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a Aliança Global para a Segurança do Paciente (World Alliance for Patient Safety), iniciativa global em prol da melhoria da segurança do paciente em virtude do número alarmante de que 40 a 90 mil pessoas morriam a cada ano nos Estados Unidos em circunstâncias passíveis de medidas de prevenção.
Professora Mavilde explica que um deslize, uma falha que aparentemente é apenas um detalhe, pode fazer a diferença entre a vida e a morte de quem é cuidado e que, atualmente, o desejado é que se entenda o erro como consequência de uma série de problemas do sistema, e que a busca por implementar medidas de correção e prevenção sejam prioridade, e não apenas a punição de quem comete o erro. "É comum ouvirmos primeiro a pergunta "Quem fez isso", e o que deveríamos ouvir seria "Como isso aconteceu?", "Quando isso aconteceu?" e "Por que isso aconteceu?" É esta mudança de cultura que poderá promover assistência à saúde mais segura à população".
Ela encerra um gostoso bate-papo com a célebre frase de São Francisco de Assis, que representa a essência do cuidado - "Comece fazendo o que é necessário; depois o que é possível, é de repente você estará fazendo o impossível".
Os erros em saúde ocorrem devido a quais fatores?
Erros humanos acontecem eminentemente por falhas de um sistema e não por culpa de um indivíduo isoladamente. Estas falhas podem ter relação com diversos fatores que envolvem desde questões de abrangência governamental e dos gestores de políticas públicas ou institucionais até falhas no processo de educação à qual o profissional foi submetido. Entre um e outro, podemos ainda afirmar que erros na saúde ocorrem por problemas culturais, por má qualificação profissional, por falta de especialização, educação permanente e até mesmo habilidade, falta de comunicação entre os profissionais da saúde, falta de recursos. Mas também ocorrem erros por sobrecarga de trabalho dos profissionais, principalmente da enfermagem, ausência de protocolos e de processos de trabalho com vistas ao alcance de um bom atendimento em saúde e para o bom andamento de uma instituição. E erros podem advir também da falta de comunicação com o próprio paciente, quando não se capacita o mesmo para o auto-cuidado e o torna agente de promoção de sua própria segurança.
Professora Mavilde, a senhora poderia nos dar alguns exemplos de erros que ocorrem por conta do próprio paciente?
Pacientes devem ser o centro do cuidado prestado por profissionais de saúde. Para tanto devem entender sobre o seu diagnóstico e os tratamentos e cuidados que precisam receber para se restabelecerem. Pacientes adequadamente preparados para lidar com suas necessidades de saúde são a principal fonte de prevenção de erros em saúde. Por outro lado, quando não são partícipes de seus planos assistenciais, quando não adequadamente preparados para saber quais os cuidados que devem receber podem ser vítimas de eventos adversos evitáveis.
E quais são os principais relacionados à assistência de enfermagem?
A força de trabalho da enfermagem é de aproximadamente 15 milhões de profissionais de enfermagem no mundo. É o maior grupo de profissionais que presta cuidado direto e ininterrupto aos pacientes. No Brasil, a enfermagem está representada por cerca de um milhão e meio de profissionais, sejam eles auxiliares e técnicos de enfermagem, e enfermeiros. Como enfermeiros, para cuidarmos de seres humanos termos que nos manter constantemente atualizados para prescrever cuidados fundamentados em evidências científicas e que se adéqüem as necessidades e preferências do paciente e família em um ambiente de prestação de assistência à saúde cada vez mais complexo. Quanto mais complexa a atividade humana, mais riscos inerentes há.
Fatores que envolvem o ambiente de trabalho, as condições de excesso de rotinas e burocracia, a falta de protocolos baseados em evidências científicas que respaldem a prática, associada à atitude dos gestores e profissionais de saúde têm relação com a ocorrência de erros em saúde e a falta de implementação de medidas de prevenção. Dentre estes danos, podemos citar como os mais amplamente identificados em instituições que não possuem o número adequado de profissionais de enfermagem ou não lhes proporcionam adequadas condições de trabalho às infecções hospitalares, quedas, erros de medicação, úlceras por compressão, dentre outros.
A senhora frisa que o erro pode advir do não-atendimento de uma necessidade humana básica. Poderia nos dar um exemplo?
Sim, posso dar inúmeros exemplos, como o de um senhor que precisava de comadre. Ele estava no quarto ao lado de um paciente que teve um bloqueio atrioventricular em um hospital que contava com número de profissionais reduzido no plantão noturno. Ele tocou a campainha para pedir a comadre, e a profissional, ocupada, disse que voltava em alguns minutos para atendê-lo, pois precisava atender o paciente em situação de emergência no quarto ao lado. Passaram-se alguns minutos e ela não voltou. Observando a correria da equipe médica e de enfermagem, o paciente tentou se levantar para ir ao banheiro sozinho. Ele acabou caindo e fraturando o fêmur, teve que passar por uma cirurgia contraiu uma infecção e veio a óbito por sepse.Tudo por que ele precisava de uma comadre.
Por muitos anos era tabu falar sobre erros no sistema de saúde. Quando este assunto começou a ser discutido abertamente?No final dos anos da década de 1990, estudos mostraram que nos EUA, o país mais rico e que mais investe em saúde do mundo, o que não se traduz verdadeiramente em qualidade, a cada ano entre 40 mil a 90 mil norte-americanos morriam por erros por danos relacionados a erros. Estes estudos apontaram que erros na saúde representavam a oitava causa de morte nos EUA. Não apenas os profissionais de saúde ficaram assombrados com estes dados como também a população. Jornais começam a soltar manchetes como "Erros em saúde acontecem e matam milhares de norte-americanos". A mídia levou ao conhecimento da sociedade americana que existiam erros instituições de saúde e que era preciso haver mudanças urgentes.
E o que mudou de lá para cá?
Varias áreas da saúde evoluíram muito, como é o caso da anestesia. Tempos atrás, muita gente morria de eventos adversos decorrentes da anestesia e isso fez com que esta área fosse revista no mundo todo. Hoje, existe uma padronização das condições de infra-estrutura mínima para a realização de procedimentos anestésicos, uso de processos de cuidado, como o escore o ASA da Academia Norte-americana de Anestesiologia e todo profissional precisa ter o título de anestesista, sendo este revalidado periodicamente. Outra mudança de paradigmas na segurança em saúde se deu nos bancos de sangue com o advento da Aids.
Qual a sua opinião sobre o advento de certificações da Qualidade no Brasil com iniciativas da ONA, Joint, Iso, CQH. A senhora acha que isso contribui para que a instituição tenha maior preocupação com a segurança de seus pacientes?
Com certeza, a implantação de medidas que melhorem a qualidade das instituições de saúde, produzem infraestrutura e processos assistenciais capazes de contribuir para a realização de práticas mais seguras. Contudo as pessoas devem ser valorizadas como as principais ferramentas para a promoção de práticas seguras.
O que é a cultura de segurança de uma organização?
Erros acontecem, e uma cultura de segurança implica em ter a prevenção de erros como prioridade para todos, gestores, lideranças, profissionais e pacientes. A primeira coisa é ter em mente que para haver mudança dos liderados é preciso que a liderança tenha como meta tornar o ambiente de prestação de assistência mais seguro ao assumir que é de alto risco. Sendo de alto risco, o erro é passível de ocorrer. Documentar os erros, analisar suas causas sistêmicas, gerar medidas de discussão em equipe sobre o tema, identificar soluções e tecnologias capazes de prevenir sua recorrência de maneira constante e compartilhada com o paciente e família é o que promove a criação e sustentação de uma cultura de segurança.
Atualmente a cultura é de intimidação frente ao erro. Quais são os fatores que geram essa intimidação e quais as suas conseqüências?
Hoje essa cultura esta presente por que é muito mais fácil atribuir um culpado do que mudar todo um sistema de prestação da assistência. Assim, ao invés de termos uma cultura de segurança vigente no sistema de saúde, temos ma cultura de punição, que busca atribuir culpados por falhas eminentemente resultantes de sistemas mal estruturados e desenhados.
Qual a diferença na segurança entre hospital público e privado?
Não se pode distinguir a presença ou não de segurança para o paciente, segundo o tipo de instituição. Há instituições públicas muito mais seguras do que privadas, e vice-versa. A falta de infra-estrutura para o exercício adequado da profissão, bem como, a falta de definição de políticas institucionais que evidenciem o bem do paciente como foco de toda a atividade desenvolvida são os principais indicadores de existência de práticas inseguras. Outra questão é a valorização do profissional. Instituições que não valorizam os profissionais de saúde fornecendo boas condições de trabalho, sejam elas públicas ou privadas, podem comprometer a segurança do paciente.
Como a enfermagem pode garantir a segurança do paciente?
Em qualquer local no mundo, a enfermagem representa o maior contingente de profissionais e em hospitais são os que permanecem na assistência em tempo integral, todos os dias da semana, todas as horas do dia. Assim, é dela a responsabilidade de realizar a maior parte das ações do cuidado e promover a qualidade da assistência à sociedade. Por estarem nesta posição, os enfermeiros podem, quando em numero e capacitação apropriados, como evidenciado em vários estudos, prevenir erros ou detectar precocemente qualquer tipo de complicação e eventos adversos. É nossa missão promover assistência à saúde com foco nas necessidades individuais e integrais de cada individuo. Os profissionais da enfermagem precisam ter a consciência de sua relevante função na prevenção de erros durante a prestação da assistência, também devemos mostrar nosso valor como membros da equipe multiprofissional de saúde para toda a sociedade. Por isso é tão importante a enfermagem colocar este assunto em debate e buscar soluções que garantam uma assistência mais segura.
Prevenir ainda é a melhor forma de evitar erros em saúde?
Ter em mente a cultura da prevenção é ponto fundamental para qualquer questão que envolva a saúde. Diminuir a probabilidade da ocorrência do erro exige mudança de paradigmas e de cultura tanto do governo, como das organizações de saúde e dos profissionais. No que tange à prevenção de erros, diminuição de riscos e à segurança do paciente, é premissa fundamental a prevenção. Ações como melhorar a comunicação e, principalmente, a comunicação com o paciente e seus familiares/acompanhantes, identificar o paciente, uso de protocolos, dupla checagem, check-list, somente executar prescrições claras e nunca se houver dúvidas, documentar a sistematização da assistência de enfermagem no prontuário, contribuem para a promoção da segurança do paciente.
Quais são as metas internacionais para a segurança do paciente?- promover adequada higienização das mãos
- identificar os pacientes corretamente;
- promover comunicação efetiva (prescrições/exames diagnósticos);
- melhorar a segurança na medicação;
- programar medidas de promoção de segurança nas cirurgias;
- reduzir o risco de adquirir infecções;
- reduzir o risco de lesões decorrentes de quedas, dentre outros
O que falta para o Brasil proporcionar mais segurança aos seus pacientes?
Para promover a segurança do paciente no Brasil é preciso implementar verdadeiramente, de maneira constante e equânime as premissas que regem o SUS. Devemos saber que o direito a assistência à saúde qualificada e segura é direito de todo o brasileiro. A busca de assistência à saúde mais segura é, portanto uma questão de exercício da cidadania, quer seja pelo profissional de saúde, quer seja pelos governantes, gestores e usuários. É preciso saber que em saúde o que mais importa são as pessoas, que recebem e prestam cuidados. Tornar o sistema de saúde mais seguro significa criar políticas e mecanismos capazes de contribuir para que o profissional de saúde possa usar o máximo de sua capacidade e competência para atender a necessidade de saúde da população, sendo que a população tem o direito de ter suas necessidades em saúde atendidas, respeitando seus valores e preferências, de modo equânime, eficaz, eficiente, oportuno e seguro.
Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira é Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo Unifesp, Especialista em Pediatria e Puericultura pela Escola Paulista de Medicina; Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação, níveis mestrado e doutorado, da Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp e Pesquisadora do CNPq.
2 de outubro de 2010
9 Soluções para a segurança do paciente
Acesse o link e veja as 9 Soluçoes para segurança do paciente - Centro Colaborador da OMS para Soluções de Segurança do Paciente |
Nenhum evento adverso deve acontecer no mundo se o conhecimento existe para impedir que isso aconteça.
No entanto, esse conhecimento é de pouca utilidade se não for colocado em prática.
Traduzir o conhecimento em soluções práticas é o fundamento último da zona de acção de segurança soluções da Aliança Mundial para Segurança do Paciente.
A finalidade básica das soluções é orientar o "re-design" de processos de cuidados para evitar que erros humanos sejam evitáveis não atingindo pacientes.
Patient Safety Solutions são definidas como:
"Qualquer projeto de sistema ou de intervenção que tem demonstrado a capacidade
para prevenir ou atenuar o dano paciente decorrentes dos processos de cuidados de saúde.
25 de setembro de 2010
9 de setembro de 2010
Segue algumas sugestões de livros que abordam o tema Segurança do Paciente:
- Segurança do Paciente – Autor: Charles Vincent
- Hospitais e Medicamentos – Autor: Silvia Helena De Bertoli Cassiani
- Qualidade em Saúde e Indicadores como Ferramenta de Gestão – Autores: Eliseth Ribeiro Leão, Cristiane Pavanello Rodrigues Silva, Denise Cavalini Alvarenga, Silvia Helena Frota Mendonça
- Enfermagem Dia a Dia – Autor: Mavilde da Luz Gonçalves Pereira, Maria de Jesus Castro Sousa Harada(agenda Coren - SP 2010)
- Gestão de Risco e segurança Hospitalar - Autor: Liliana Feldeman
- O erro humano e a segurança de paciente - Autores: Maria de Jesus Castro Sousa Harada, Mavilde da L. G. Pedreira, Sônia Regina Pereira
- Compreendendo a segurança do paciente - Autor: Robert M. Wachter
Deixe tambem suas sugestões de livros e sites.
- Segurança do Paciente – Autor: Charles Vincent
- Hospitais e Medicamentos – Autor: Silvia Helena De Bertoli Cassiani
- Qualidade em Saúde e Indicadores como Ferramenta de Gestão – Autores: Eliseth Ribeiro Leão, Cristiane Pavanello Rodrigues Silva, Denise Cavalini Alvarenga, Silvia Helena Frota Mendonça
- Enfermagem Dia a Dia – Autor: Mavilde da Luz Gonçalves Pereira, Maria de Jesus Castro Sousa Harada(agenda Coren - SP 2010)
- Gestão de Risco e segurança Hospitalar - Autor: Liliana Feldeman
- O erro humano e a segurança de paciente - Autores: Maria de Jesus Castro Sousa Harada, Mavilde da L. G. Pedreira, Sônia Regina Pereira
- Compreendendo a segurança do paciente - Autor: Robert M. Wachter
Deixe tambem suas sugestões de livros e sites.
Caros colegas e membros
Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP- Pólo São Paulo
Nosso próximo encontro será no dia 16/09/2010, às 14h30, no Anfiteatro B – Térreo da UNIFESP, Rua Napoleão de Barros, nº 754 - Vila Clementino – São Paulo-SP
Previsão de duração: 2horas
Reforçando que o objetivo do NAD-REBRAENSP é:
Criar uma rede de necessidades de fortalecimento do cuidado de Enfermagem em assistência domiciliar com o objetivo de contribuir para a segurança do paciente.
Pauta da reunião:
1) Como ampliar os nossos contatos com as escolas de nível superior e de nível médio para inserir em seus currículos o preparo para assistência domiciliar (home care), nas regiões de nossa abrangência?
2) Como ampliar os contatos com os enfermeiros que atuam na área de assistência domiciliar ?
3) Como elaborar estratégias para desenvolver ferramentas adequadas que assegurem uma assistência segura ao paciente?
Contamos com a presença de todos.
Por favor nos auxiliem a divulgar e estimular os colegas a participarem da reunião fortalecendo a nossa rede em favor da segurança do paciente.
Um forte abraço e muito obrigada!
Dra Luiza Watanabe Dal Ben
Núcleo de Assistência Domiciliar
REBRAENSP- Pólo São Paulo
Nosso próximo encontro será no dia 16/09/2010, às 14h30, no Anfiteatro B – Térreo da UNIFESP, Rua Napoleão de Barros, nº 754 - Vila Clementino – São Paulo-SP
Previsão de duração: 2horas
Reforçando que o objetivo do NAD-REBRAENSP é:
Criar uma rede de necessidades de fortalecimento do cuidado de Enfermagem em assistência domiciliar com o objetivo de contribuir para a segurança do paciente.
Pauta da reunião:
1) Como ampliar os nossos contatos com as escolas de nível superior e de nível médio para inserir em seus currículos o preparo para assistência domiciliar (home care), nas regiões de nossa abrangência?
2) Como ampliar os contatos com os enfermeiros que atuam na área de assistência domiciliar ?
3) Como elaborar estratégias para desenvolver ferramentas adequadas que assegurem uma assistência segura ao paciente?
Contamos com a presença de todos.
Por favor nos auxiliem a divulgar e estimular os colegas a participarem da reunião fortalecendo a nossa rede em favor da segurança do paciente.
Um forte abraço e muito obrigada!
Dra Luiza Watanabe Dal Ben
Assinar:
Postagens (Atom)